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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Índia, História e Arte.


A Índia é um país de condições climáticas variadas, pela sua extensão – pois vai do paralelo 37 até o 8 – e pelo contraste entre as neves eternas do Himalaia e as selvas tórridas, o calor escaldante no verão e a umidade excessiva nas estações chuvosas. As regiões montanhosas do norte possuem os mais altos picos do mundo e alimentam os grandes rios Indus e Ganges, assim como seus afluentes, que por sua irregularidade provocam inundações súbitas e catastróficas.
A vasta planície do Indu-Ganges, com seu solo aluvial extremamente fértil, foi o berço da civilização indiana, essencialmente rural – e, ao longo da história, tem provocado a inveja e ambição de invasores . Embora, à primeira vista, a Índia pareça de difícil acesso e sua costa um tanto inóspita, os invasores podiam penetrá-la passando através da fronteira noroeste onde, apesar de sua altitude, havia desfiladeiros transitáveis. Estas invasões eram esporádicas e sempre se expandiam para o nordeste e centro do país e, de certo modo, empurravam os habitantes naturais na direção sul.
Os primeiros invasores, os arianos, vieram do planalto iraniano. Penetraram na Índia pelo nordeste, estabelecendo-se inicialmente no Punjab. Foram eles os responsáveis pela destruição, em 1500 a.C., aproximadamente, das cidades do vale do Indus – cidades que evidenciavam uma civilização altamente desenvolvida. No terceiro e segundo milênios a.C., acompanharam o curso do rio Indus até o seu estuário – que então ocupava uma latitude mais elevada do que a atual – e se estabeleceram na região entre o Indus e o Ganges enquanto iam, progressivamente, avançando para o leste ao longo do fértil vale do Ganges. Esta invasão viria trazer conseqüências inimagináveis à Índia já que introduziria ali o idioma sânscrito, a religião védica e os elementos essenciais à formação de sua cultura histórica.

Templo de Surya, Konarak. Séc. XIII. O imenso templo do nordeste indiano, construído no reinado de Narashima-Deva (1238-1264. Dedicado ao deus-sol Surya, tem a forma de gigantesca carruagem puxada por sete cavalos do sol. A base é decorada com doze rodas de 3 m  de diâmetro e a entrada com sete equíferos.
Templo Chenakesvar, Belur. Séc. XII. Estilo arquitetônico Mysore criado pela dinastia Hoysala. Projetos de temas geométricos dos quais a estrela é o mais original. Telhados planos, talvez inacabados ou intencionalmente rústicos; paredes cobertas com esculturas de valor apenas ornamental.
Goupuram do templo Srirangam. Sudeste indiano, séc. XB. Tipo de construção encontrada no Sul da Índia medieval; evolução da estrutura quadrangular com abóbada arqueada, baseada no desenvolvimento dos elementos individuais. A abóbada no topo do telhado piramidal funciona como elemento decorativo.
Templo Brihadisvara, Tanjore. Sécs. Xe XI. Templo com torres duplas, talvez o mais imponente exemplo em formato de pirâmide. Cada telhado compreende inúmeros pavimentos individuais, formando cornijas onde há edifícios em miniaturas. A cúpula, colocada em tão grande altura, já assume a posição de elemento ornamental.
AUBOYER, Jeannine. O Mundo da Arte: O Mundo Oriental. Rio de Janeiro: Editora Expressão e Cultura, 1966.






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