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Está é uma página suplementar do blogue Construindo História Hoje (http://www.construindohistoriahoje.blogspot.com.br), estando a mesma vincula de modo factual ao blogue original e tendo as mesmas prerrogativas. As postagens apresentadas aqui podem conter conteúdo que expanda o universo dos estudos históricos para outras áreas e podendo ir além com abordagens variadas tão quantas o conteúdo. Deste modo distingui-a do blogue original que possuí seu foco unicamente nos estudos históricos.

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domingo, 3 de abril de 2016

A humanidade terá um futuro?



Extraído de “Has man a future?” de Bertrand Russell

            O pessimista poderia argumentar: Por que tentar preservar a espécie humana? Não deveríamos antes nos alegrar à perspectiva de um fim para a imensa carga de  sofrimento, e ódio, e medo, que tem até agora enegrecido a vida do Homem? Não deveríamos contemplar com alegria um novo futuro para nosso planeta, pacífico, dormindo tranquilo finalmente, depois de chegar ao fim do longo pesadelo de miséria e horror?

            A qualquer estudante de História que contemple o terrível registro de loucura e crueldade que tem constituído a maior parte da vida da humanidade até agora, tais perguntas devem ocorrer em momentos de compreensão. Talvez esse exame possa tentar-nos a concordar com um fim, por mais trágico e definitivo que seja, para uma espécie tão incapaz de sentir alegria.

            Mas o pessimista tem somente metade da verdade e, a meu ver, a metade menos importante. O Homem não tem apenas a capacidade para a crueldade e o sofrimento, mas possui também potencialidades de grandeza e esplendor, realizadas até agora em grau diminuto, porém evidenciando o que poderia ser a vida num mundo mais livre e mais feliz.  Se o Homem permitir a si mesmo crescer em toda a sua estatura, o que poderá conseguir está além da nossa imaginação. A pobreza, a doença e a solidão tornar-se-iam raros infortúnios. Uma razoável esperança de felicidade poderia dissipar a noite de medo na qual tantos agora vagam perdidos. E com o progresso da evolução, o que é agora o gênio fulgurante de uma minoria notável poderia tornar-se patrimônio comum da maioria. Tudo isso é possível, provável, sem dúvidas, nos milhares de séculos que jazem à nossa frente, se nós, irrefletidos e loucos, não nos destruirmos antes de termos alcançado a maturidade que deveria ser nosso objetivo. Não, não demos ouvido ao pessimista, pois se o fizermos, estaremos traindo o futuro do Homem.

Referência:


DORIN, Lannoy. Enciclopédia de Psicologia Contemporânea, Vol. 1. São Paulo: Editora Iracema Ltda, 1984.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

5 fatos assustadores que você deveria saber sobre os psicopatas




Se você pensa em um “psicopata” apenas como um termo geral para “louco”, você está errado. A razão pela qual psicopatas são aterrorizantes é que eles são impressionantemente normais – mas com traços de impulsividade, destemor, e uma fria falta de empatia. Claro, alguns deles são assassinos em série, mas grande maioria não é. E enquanto um sociopata é alguém que está fora de controle o suficiente para que muitas vezes você possa identificá-lo, o traço definidor de psicopatas é que eles podem caminhar de forma invisível entre nós.

# 5. Você provavelmente já cruzou com um psicopata hoje



As chances de você encontrar um psicopata em suas atividades do dia-a-dia são bastante altas.

Quando dizemos que os psicopatas andam sem ser detectados, isso é porque nem mesmo os especialistas sabem como identificá-los à primeira vista. O exame padrão para detectar a psicopatia exige que a pessoa seja capturada e responda um longo questionário que exige um profissional treinado para avaliar corretamente. Como tal, o melhor palpite da ciência é que há, em média, 1 psicopata para cada 100 pessoas.

Isso significa que, principalmente se você vive em uma cidade média ou grande, você provavelmente esbarrou em algum psicopata, seja na rua ou no transporte público. Onde os números ficam realmente loucos, porém, é quando você examina as pessoas em certas carreiras – ou seja, cargos superiores – porque é quando o número de repente quadruplica. Parece que aqueles com tendências psicopatas são mais propensos a se tornar chefes de outras pessoas e a ocupar cargos de importância.

Mas antes de você nunca mais querer sair de casa, você também deve saber que nem todos os psicopatas querem matá-lo. Na verdade, eles não se importam com o que acontece com você, mas não significa que eles têm um ódio mortal por cada ser humano. Você é apenas uma engrenagem em uma máquina que eles acreditam que se destina apenas a lhes dar prazer. Crimes macabros são uma possibilidade, mas psicopatas não gostam de prisões mais do que você, e, além do mais, é preciso uma série de outras combinações para termos um serial killer, por exemplo.

# 4. Psicopatas e heróis são muito semelhantes … e muitas vezes são as mesmas pessoas

Imagine que você está andando pela rua quando de repente você vê uma casa em chamas. Uma criança se inclina para fora de uma janela do segundo andar, gritando para alguém – qualquer um – ajudar. Você:


A) Desesperadamente procura alguma forma de ajudar sem pôr em perigo a sua própria vida, como sacar o celular o mais rápido possível para chamar os bombeiros.


B) Coloca em perigo a própria vida e tenta resgatar a criança, sem se importar muito com a sua segurança pessoal.



Se você respondeu B, parabéns, você é um herói! E também psicopata!

Veja, quando se trata de definir algo tão complicado como as funções mentais de um ser humano, as etiquetas podem causar equívocos. Heróis e psicopatas têm sido descritos como “galhos do mesmo ramo”, devido à quantidade de traços comuns de personalidade – ou seja, ambos são susceptíveis a serem uma “pessoa impulsiva, corajosa, que facilmente quebra as regras, age impulsivamente, e desafia autoridades.

Algumas características de psicopatas que servem para o mal também servem para o bem. Situações de risco podem transformar o “maluco” em herói, como no caso do tsunami que devastou vários locais da Ásia e Oceania em 2004, onde um empresário salvou mais de 20 pessoas e depois foi preso por roubos com violência, pois tinha um comportamento psicopata.



# 3. Governos gostam de psicopatas


Afinal, qual é a carreira perfeita para uma pessoa que é incapaz de compreender a dor do outro e que se esforça para impor seu poder e autoridade sobre os outros? Militar, é claro.

Em um artigo da Military Review intitulado “Natural Killers – Turning The Tide Of Battle“, o major do exército norte-americano David S. Pierson fala sobre a importância de ter assassinos emocionalmente desconectados e carismáticos no campo de batalha. De acordo com Pierson, um assassino natural é aquele que “sente pouco ou nenhum remorso em matar o inimigo.”

O governo britânico financiou estudos com a intenção de desenvolver um “capacete psicopata” que iria desativar temporariamente as áreas do cérebro relacionadas ao medo e empatia, permitindo assim que seus militares exterminassem seus inimigos sem a menor hesitação.

# 2. Psicopatas destruíram a economia do mundo

O cérebro psicopata é “pré-construído” para o trabalho gerencial. Sim, e o psicólogo e pesquisador Kevin Dutton de Oxford disse, “Psicopatas são muito orientados a recompensa. Se eles vêem um benefício em alguma coisa, eles vão focar 100% naquilo até conseguirem.” Um psicopata não ficará satisfeito com algum cargo de gerente de departamento. Não, um psicopata quer ser o CEO ou qualquer posição tão importante quanto.

“Mas espera!” você provavelmente está dizendo agora. “As empresas nunca intencionalmente permitiriam que isso aconteça!” Na verdade, há evidências de que grandes bancos de investimento têm ativamente encorajado a contratação de psicopatas, sabendo muito bem que eles vão trabalhar muito para trazer mais e mais dinheiro para si e para a empresa – em detrimento da sociedade como um todo. Frio, focado, implacável…

E que efeitos isso pode trazer para a sociedade como um todo? Bem, a menos que você estava em coma em 2008, você já tem uma boa ideia do que acontece.

Na ocasião, a economia despencou graças a algumas decisões extremamente míopes feitas pelos chefes dos maiores bancos e corretoras do mundo. De acordo com a altamente plausível “Teoria dos Psicopatas na Crise Financeira Global,” os mais altos escalões de algumas das empresas mais poderosas do mundo tornaram-se tão inundados com “psicopatas corporativos” que essencialmente as empresas passaram a trabalhar exclusivamente para enriquecerem, ainda mais do que antes.


# 1. Psicopatas podem ser as melhores pessoas para ter por perto em uma crise


O alimento é escasso. Cidades inteiras estão caindo. A internet não funciona mais. Desastres por toda a parte…

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Deuses e demônios


Na antiguidade, no Médio Oriente adoravam-se centenas de deuses: cada grupo étnico e inclusive cada cidade tinha os seus próprios deuses. Em geral havia uma grande tolerância religiosa e os deuses de uma região assimilavam os da outra. Os panteões sumério e acadiano fundiram-se em épocas antigas e já não é possível distinguir as suas divindades. Muitas vezes, o prestígio dos deuses dependia da maior ou menor fortuna da cidade de origem. Marduque e Ashur, por exemplo, chegaram a ser muito importantes devido à prosperidade crescente da Babilônia e da Assíria.
Os deuses tomam freqüentemente forma humana, e acreditava-se que se comportavam como humanos, com as mesmas emoções e as mesmas necessidades, embora possuíssem poderes sobrenaturais. Ao lado dos deuses havia numerosos seres sobrenaturais, bons e maus: demônios, espíritos, espectros, etc., que tomam distintas formas e costumam combinar características humanas e animais. Julgava-se que alguns demônios eram responsáveis pelas doenças e outras desgraças, o que dava lugar complicações rituais destinadas a afastar o mal.

Esquerda: Uma das formas mais divulgadas de adivinhação era o exame das entranhas dos animais sacrificados. Esta placa babilônica de argila cozida, de Sippar, que data de 700 a. C., aproximadamente, representa este exame. No outro lado está talhada a interpretação do augúrio. A cara foi identificada como pertencente ao deus Humbaba, que foi assassinado pelo herói épico Gilgamesh. (Altura 8 cm)
Esquerda: neste ornamento com enfeites de marfim de tipo fenício, encontrado em Kalhu, uma mulher nau sustenta leões e flores de lótus. As deusas nuas costumam identificar-se com a deusa do amor e da guerra, que os Sumérios chamavam Inanna, os Acadianos Istar, e no Levante Astarte, (Altura: 16, 1 cm).
Direita: um kudurru (marco fronteiriço) de Nabucondonosor I (1124-1103 a.C.) gravado com os símbolos dos deuses. Na fila superior está a estrela de Istar, a meia-lua de Sin e o disco solar de Shamash. As três coroas com cornos sobre pedestais, em baixo, podem representar Anu, Enlil e Ea. (Altura: cerca de 60 cm.)
Direita: A parte posterior desta placa de bronze em relevo (por volta de 700 a.C.) representa o demônio Pazuzu cuja cabeça e mãos se vêem na parte superior. É provável que servisse de proteção contra Lamashtu, que atacava as mulheres grávidas e os recém-nascidos. Na placa figuram os símbolos dos deuses, uma fila de demônios, um doente atendido por sacerdotes com um manto de escamas de peixe, além dos demônios Pazuzu e Lamashtu, o da cabeça de leão, em baixo. (Altura: 13,3 cm; largura: 8,4 cm)
Esquerda: figura alada do Palácio do Noroeste de Assurbanipal II (883-859 a.C) em Kalhu,com uma coroa com cornos que simbolizavam a divindade na antiga Mesopotâmia a partir do primeiro período dinástico. Nas paredes do palácio existiam muitas figuras similares talhadas, algumas com quatro asas, ou com cabeça de águia e outras com mantos de escamas de peixe, que tinham também objetos diversos – plantas, animais, cubos e cones. E stes seres sobrenaturais relacionavam-se com os apkallu ou sete sábios, cujas figurinhas se enterravam no solo dos palácios para os proteger do mal assim como os seus ocupantes.
Em  baixo: figura de bronze que representa o demônio do vento Pazuzu, que costumava aparecer com uma cara grotesca, quatro asas, patas de ave, patas dianteiras de animal e cauda de escorpião. Tem a seguinte inscrição: <<Sou Puzuzu, filho de Hanbi, rei dos demônios do vento do mal>>. Embora rei dos demônios do mal, Pazuzu considerava-se benévolo. Os amuletos de bronze com a cabeça de Pazuzu, usados pelas mulheres no parto para se protegerem contra os ataques do demônio feminino Lamashtu, tiveram grande êxito durante os períodos Assírio Final e Neobabilônico.
Direita: figura de deus com quatro caras, não foi encontrada numa escavação, mas poderia proceder  de Neribtum (Tell Ischchali) e data de princípios do 2° milênio a.C. Não se conhece a identidade do deus. (Altura: 17 cm.)
Em baixo: impressão de um selo cilíndrico de nefrite do período Acadiano (por volta de 2200 a. C.) que mostra o deus Ea com o seu vizir Usmu de duas caras. Em frente dele, o deus do sol Shamash surge entre as montanhas com Istar à sua esquerda. (Altura: 3,9 cm.)
Direita: esta placa de argila cozida de Tutub (Tell Khafajeh) mostra um deus guerreiro que apunhla uma divindade solar de um só olho. Não se conhece a identidade das figuras. A cena pode ter origem num mito que se perdeu. No período Paleobabilônico (2000 a.C. -1600 a.C) as placas modeladas que apresentam deuses eram muito freqüentes e encontravam se tanto em templos com em casas. É provável que fossem oferendas votivas ou objetos de devoção. (Altura: 11 cm.)



ROAF, Michael. Grandes Impérios e Civilizações: Mesopotâmia. Madrid: Edições del Prado S.A, 1996.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Miguel Reale – Cronologia


            Seguindo nossos estudos trago nesta postagem a cronologia de Miguel Reale, um brasileiro que contribuiu com suas ideias para o desenvolvimento de nossa sociedade. Foi poeta, jurista, filosofo e educador, reconhecido no Brasil e no exterior por suas obras e palestras. Recebeu dezenas de prêmios e condecorações nacionais e internacionais. Fundou ao lado de Plínio Salgado a Ação Integralista Brasileira, o primeiro partido político no Brasil que atingiu todos os territórios da nação.
1910 – Nasce Miguel Reale na cidade de São Bento de Sapucaí em 6 de novembro.
1930 - Ingressa no bacharelado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
1932 - Adere à Revolução Constitucionalista de 1932, ingressando no Batalhão Ibrahim Nobre, junto com seus colegas de curso, participando das batalhas ocorridas no sul do estado.
1932 - Inaugura, ao lado de Plínio Salgado, a Ação Integralista Brasileira, movimento cultural a princípio, mas que se tornaria político, sendo um de seus principais dirigentes.
1933 – Escreve sua obra “O Estado Moderno”.
1934 – Escreve “A Política Burguesa”.
1934 – Formou-se em Direito na Universidade de São Paulo.
1935 – Escreve “O ABC do Integralismo”.
1941 – Tornou-se professor Catedrático de Direito da Universidade de São Paulo.
1942-1944 - Membro do Conselho Administrativo do Estado.
1947 - Secretário da Justiça do Estado de São Paulo. Cria a primeira Assessoria Técnico-Legislativa do Brasil.
1949 - Funda o Instituto Brasileiro de Filosofia, o qual presidiu até sua morte em 2006.
1954 - Funda a Sociedade Interamericana de Filosofia, da qual foi duas vezes presidente.
1975 – A partir desse ano ocupou a cadeira 14 da Academia Brasileira de Letras.
2002 – Supervisionou a Comissão Elaboradora do  Código Civil Brasileiro do ano em questão.
2003 - Novo Código Civil Brasileiro entra em vigor. Miguel Reale é considerado o Pai deste código.
2006 – Falece Miguel Reale e é sepultado no Cemitério São Paulo.
            Com uma vida que descreve em detalhes os seus ideais postos em pratica, creio que por si só a cronologia de Miguel Reale demonstra o grande brasileiro que foi, e o legado que deixou para todos seus concidadãos. Mesmo assim nunca foi poupado até o fim de sua vida das injustas críticas que são feitas ao Integralismo, sendo o mesmo um de seus fundadores. Miguel Reale é um dos maiores exemplos dos verdadeiros ideais do integralismo ao qual ele ajudou a idealizar. Viveu por Deus, pela Pátria e pela Família para tanto basta olharmos para seu legado como homem.
Autor: Leandro Claudir. Criador e administrador do Projeto Construindo História Hoje e Acadêmico de História.

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Código de Ética do Jornalista por Plínio Salgado


I - Não escrevas sem conheceres o assunto de que tratas.
II - Faze do jornal um órgão ativo de educação e criação; e jamais um órgão passivo, escravizado às massas.
III - Respeita o teu leitor; ele confia na tua informação; sê verdadeiro e justo.
IV - O século 19 foi o século do jornal disponível, a praça, onde se erguiam as vozes de todas as opiniões; mas este século cheio de angústias, é o século do jornal doutrinário, porque o povo quer se orientar.
V - Uma grande manchete escandalosa pode render mais alguns níqueis no balcão, mas pode custar o preço da dignidade de um jornal.
VI - Pensa três dias antes de publicares um ataque pessoal; ao fim de três dias, mesmo quando esse ataque for considerado justo, substitue, se puderes, esse artigo por uma página doutrinária.
VII - Risca do teu dicionário toda palavra caluniosa, injuriosa, imoral, grosseira; é uma questão de higiene e de decência, de nobreza e de estética.
VIII - Eleva-te; verás melhor e todos te verão melhor
IX -  Quando tratares de fatos concretos, pergunta-te: - tenho provas?
X - Sempre que tratares de uma questão técnico-especializada, em que não sejas profundo, não te entregues ao critério de um único especialista; muitos jornais honestos adquiriram injusta fama de venalidade porque seus diretores não tiveram essa preocupação.
XI - Cuidado com os amigos, mais do que do que com os inimigos; estes já os conheces, mas aqueles podem, até mesmo de boa fé, servir a interesses desconhecidos ou inconfessáveis.
XII - Defende e prestigia a tua classe; sê solidário com os teus colegas; e ao teu próprio adversário. Se ele é digno, rende-lhe as homenagens nos limites da tua dignidade socorrendo-o nos momentos que se tornar necessário o teu concurso.
XIII - Não disfarces com a neutralidade da matéria paga qualquer publicação que contrarie a orientação do teu jornal.
XIV - Lembra-te de que o teu jornal tem ingresso nas casas das famílias brasileiras, evita tudo que puder ofender a dignidade de olhos e ouvidos cristãos.
XV - Não acredites que a mentira possa prestar serviços à tua causa; a verdade pode não conseguir as primeiras vitórias, porém, a última sempre lhe pertence.
XVI - É uma injúria ao povo e um grande erro dizer que um jornal precisa descer de nível para que o público o compreenda; crê nas poderosas intuições do povo e estimula nele a consciência do seu valor, em vez de deprimi-la.
XVII - Evita a exploração do sensacionalismo; além de constituir um comércio da desgraça alheia é um incentivo pernicioso aos espíritos fracos.
XVIII - Realiza a independência financeira do teu jornal; a imoralidade da redação procede sempre da penúria da gerência.
XIX - Defende a liberdade da imprensa, mas não confundas liberdade com o direito de calúnia, de injúria, de mentira e de venalidade.
XX - Escreve como se escrevesses com o teu próprio sangue, à luz de tua própria alma.
XXI - Quando te sentares à tua mesa, para escrever aos teus concidadãos, lembra-te que toda a tua dignidade profissional decorre de estares em função dos superiores interesses nacionais.
Retirado de: Salgado, Plínio. Reconstrução do Homem (Código de Ética do Jornalista - 1935). Rio de Janeiro: Livraria Clássica Brasileira S. A..




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