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Está é uma página suplementar do blogue Construindo História Hoje (http://www.construindohistoriahoje.blogspot.com.br), estando a mesma vincula de modo factual ao blogue original e tendo as mesmas prerrogativas. As postagens apresentadas aqui podem conter conteúdo que expanda o universo dos estudos históricos para outras áreas e podendo ir além com abordagens variadas tão quantas o conteúdo. Deste modo distingui-a do blogue original que possuí seu foco unicamente nos estudos históricos.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

5 fatos assustadores que você deveria saber sobre os psicopatas




Se você pensa em um “psicopata” apenas como um termo geral para “louco”, você está errado. A razão pela qual psicopatas são aterrorizantes é que eles são impressionantemente normais – mas com traços de impulsividade, destemor, e uma fria falta de empatia. Claro, alguns deles são assassinos em série, mas grande maioria não é. E enquanto um sociopata é alguém que está fora de controle o suficiente para que muitas vezes você possa identificá-lo, o traço definidor de psicopatas é que eles podem caminhar de forma invisível entre nós.

# 5. Você provavelmente já cruzou com um psicopata hoje



As chances de você encontrar um psicopata em suas atividades do dia-a-dia são bastante altas.

Quando dizemos que os psicopatas andam sem ser detectados, isso é porque nem mesmo os especialistas sabem como identificá-los à primeira vista. O exame padrão para detectar a psicopatia exige que a pessoa seja capturada e responda um longo questionário que exige um profissional treinado para avaliar corretamente. Como tal, o melhor palpite da ciência é que há, em média, 1 psicopata para cada 100 pessoas.

Isso significa que, principalmente se você vive em uma cidade média ou grande, você provavelmente esbarrou em algum psicopata, seja na rua ou no transporte público. Onde os números ficam realmente loucos, porém, é quando você examina as pessoas em certas carreiras – ou seja, cargos superiores – porque é quando o número de repente quadruplica. Parece que aqueles com tendências psicopatas são mais propensos a se tornar chefes de outras pessoas e a ocupar cargos de importância.

Mas antes de você nunca mais querer sair de casa, você também deve saber que nem todos os psicopatas querem matá-lo. Na verdade, eles não se importam com o que acontece com você, mas não significa que eles têm um ódio mortal por cada ser humano. Você é apenas uma engrenagem em uma máquina que eles acreditam que se destina apenas a lhes dar prazer. Crimes macabros são uma possibilidade, mas psicopatas não gostam de prisões mais do que você, e, além do mais, é preciso uma série de outras combinações para termos um serial killer, por exemplo.

# 4. Psicopatas e heróis são muito semelhantes … e muitas vezes são as mesmas pessoas

Imagine que você está andando pela rua quando de repente você vê uma casa em chamas. Uma criança se inclina para fora de uma janela do segundo andar, gritando para alguém – qualquer um – ajudar. Você:


A) Desesperadamente procura alguma forma de ajudar sem pôr em perigo a sua própria vida, como sacar o celular o mais rápido possível para chamar os bombeiros.


B) Coloca em perigo a própria vida e tenta resgatar a criança, sem se importar muito com a sua segurança pessoal.



Se você respondeu B, parabéns, você é um herói! E também psicopata!

Veja, quando se trata de definir algo tão complicado como as funções mentais de um ser humano, as etiquetas podem causar equívocos. Heróis e psicopatas têm sido descritos como “galhos do mesmo ramo”, devido à quantidade de traços comuns de personalidade – ou seja, ambos são susceptíveis a serem uma “pessoa impulsiva, corajosa, que facilmente quebra as regras, age impulsivamente, e desafia autoridades.

Algumas características de psicopatas que servem para o mal também servem para o bem. Situações de risco podem transformar o “maluco” em herói, como no caso do tsunami que devastou vários locais da Ásia e Oceania em 2004, onde um empresário salvou mais de 20 pessoas e depois foi preso por roubos com violência, pois tinha um comportamento psicopata.



# 3. Governos gostam de psicopatas


Afinal, qual é a carreira perfeita para uma pessoa que é incapaz de compreender a dor do outro e que se esforça para impor seu poder e autoridade sobre os outros? Militar, é claro.

Em um artigo da Military Review intitulado “Natural Killers – Turning The Tide Of Battle“, o major do exército norte-americano David S. Pierson fala sobre a importância de ter assassinos emocionalmente desconectados e carismáticos no campo de batalha. De acordo com Pierson, um assassino natural é aquele que “sente pouco ou nenhum remorso em matar o inimigo.”

O governo britânico financiou estudos com a intenção de desenvolver um “capacete psicopata” que iria desativar temporariamente as áreas do cérebro relacionadas ao medo e empatia, permitindo assim que seus militares exterminassem seus inimigos sem a menor hesitação.

# 2. Psicopatas destruíram a economia do mundo

O cérebro psicopata é “pré-construído” para o trabalho gerencial. Sim, e o psicólogo e pesquisador Kevin Dutton de Oxford disse, “Psicopatas são muito orientados a recompensa. Se eles vêem um benefício em alguma coisa, eles vão focar 100% naquilo até conseguirem.” Um psicopata não ficará satisfeito com algum cargo de gerente de departamento. Não, um psicopata quer ser o CEO ou qualquer posição tão importante quanto.

“Mas espera!” você provavelmente está dizendo agora. “As empresas nunca intencionalmente permitiriam que isso aconteça!” Na verdade, há evidências de que grandes bancos de investimento têm ativamente encorajado a contratação de psicopatas, sabendo muito bem que eles vão trabalhar muito para trazer mais e mais dinheiro para si e para a empresa – em detrimento da sociedade como um todo. Frio, focado, implacável…

E que efeitos isso pode trazer para a sociedade como um todo? Bem, a menos que você estava em coma em 2008, você já tem uma boa ideia do que acontece.

Na ocasião, a economia despencou graças a algumas decisões extremamente míopes feitas pelos chefes dos maiores bancos e corretoras do mundo. De acordo com a altamente plausível “Teoria dos Psicopatas na Crise Financeira Global,” os mais altos escalões de algumas das empresas mais poderosas do mundo tornaram-se tão inundados com “psicopatas corporativos” que essencialmente as empresas passaram a trabalhar exclusivamente para enriquecerem, ainda mais do que antes.


# 1. Psicopatas podem ser as melhores pessoas para ter por perto em uma crise


O alimento é escasso. Cidades inteiras estão caindo. A internet não funciona mais. Desastres por toda a parte…

O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?! Um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.



Acredite, esse gordo manjava dos paranauês.


Veja como o nosso ambiente de trabalho é divertido. Te pagaremos mal e não respeitaremos a sua hora de almoço. Hora-extra? Nem pensar! Whatsapp depois do trabalho? Com certeza, afinal de contas, você ainda não tem filhos! Ah, mas te daremos kit kat e café expresso de graça!
O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!
Um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.
Na semana passada eu ouvi de um garoto, ainda na faculdade, o seguinte depoimento:
“Seu texto sobre a subserviência das empresas em relação ao cliente deveria ser pregado na porta de entrada de todas as empresas do país, nas salas de reuniões e ser repetido como mantra em palestras de empreendedorismo para todos os empresários do Brasil. As agências de publicidade, especificamente, estão atingindo um nível de servidão pior do que pastelaria.
Na pastelaria ninguém fica acelerando o pasteleiro. Ninguém manda e-mail para o pasteleiro mandando ele entregar o pastel na mesa dele até as 9h da manhã. Para o pasteleiro, quanto mais horas ele trabalhar, mais ele vai ganhar. Falar em hora extra em publicidade só vai fazer as pessoas rirem. Enfim, desculpa o desabafo”.
Somos uma geração de bobos que se acha esperta. Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.
A geração de hoje se deixa enganar pela falsa sensação de divertimento, que nunca tem fim. Transformaram o ambiente de trabalho em um circo, para que você ouça: “Ei, mas aqui é divertido! Dane-se se não te pagamos horas-extra ou se te colocamos para trabalhar por toda a madrugada em troca de pizza. Aqui você pode trabalhar com boné!”.
Quando nossos pais estavam em casa, eles estavam em casa mesmo! Dane-se que o trabalho tinha sido duro, após as 18:00 eles sentavam naquele sofá da Mesbla, abriam a primeira Antártica da noite e era a hora do futebol. Qual foi a última vez que você esteve realmente desconectado do seu trabalho? Você tenta se convencer de que aquele Whatsapp do cliente às 00:00 não é nada demais, que é coisa pequena, que “pega mal” não responder. E aquele inbox no Facebook às 1:35 da manhã? “Ah, eu já estou aqui mesmo, né. Agora ele já viu que eu visualizei…”.
Provavelmente você caiu no mito do home-office libertador, que te faz perceber, anos depois, que ele só foi capaz de te “libertar” do horário comercial. “Ah, mas você trabalha em casa!” — pronto, é sinal de que receberá demandas ou mensagens a qualquer hora da madrugada.
Provavelmente você ainda não se ligou, mas você produz dezenas de vezes a mais do que o seu pai ou os seus tios conseguiam. Antes, para atender um cliente, você precisava ir na loja ou na casa dele, lá na puta que o pariu. Hoje? Skype. Antes, era FAX ou mandar documentos pelos correios. Hoje? E-mail. Antes, você estava limitado à sua cidade. Hoje? Internet, meu filho!
Entretanto, quanto é que você está ganhando? Acorde para a vida! Agências com mesa de sinuca, totó, chocolates à vontade, cafezinho expresso, pula-pula e vídeo-games significam apenas que você está pagando por tudo aquilo e que o seu salário, ao final do mês, sentirá a pancada.
“Tudo bem, porque eu amo o que eu faço!”.
Na semana retrasada eu ouvi isso. Estava contratando os serviços de uma START-UP de tecnologia para um dos meus negócios e havia esquecido de perguntar alguma coisa. Já eram 23:00 horas. Fui ao Skype, me certifiquei de que a menina do suporte estava OFFLINE e deixei uma mensagem. Poderia ter feito isso pelo Facebook, mas eu sabia que iria apitar lá na casa dela e não queria esse tipo de coisa, ainda mais naquele horário. Enfim, enviei a mensagem e deixei escrito: “Só me responda quando chegar ao escritório!”.
Faltando quinze minutos para uma da manhã, a menina me responde, pelo Facebook. Eu digo: “O que você está fazendo aqui? Te deixei uma mensagem no Skype! Vá dormir, namorar ou assistir aquelas séries no Netflix!” e ela me disse: “Ah, é que eu entrei no meu skype só para ver se estava tudo bem com os clientes. Vi a sua mensagem e retornei. Não custa nada, nem se preocupe. Eu amo o que faço. Rs”.
Eu amo o que faço…erre esse. À uma da manhã de terça feira. Com o teu chefe te pagando, provavelmente, entre dois mil e quinhentos a três mil reais para isso…e somos nós quem somos a geração dos “desapegados, que querem viver a vida”.
Estamos nos tornando uma geração de trintões cujas preocupações são os próximos shows do Artic Monkeys, a cerveja gourmet da moda e a próxima temporada de House of Cards. Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades, se iludindo com a ideia de que o seu chefe é seu amigo e que por isso você “quebra alguns galhos para ele”.
Ouvimos de todo tipo de especialista, que somos a geração livre por excelência, que preza pela mobilidade e pela qualidade no ambiente de trabalho, mas de alguma forma nós erramos o caminho e nos tornamos aquele tipo de gente que fica conversando com o cliente às 20:00 horas, enquanto janta com a mulher. E nos achamos o máximo, quando batemos o pé: “Ai, que saco, o meu chefe não me deixa em paz!”. Que corajoso!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A AÇÃO MULTIFORME DAS TREVAS



O espírito do mal não declara abertamente o que pretende destruir. Finge-se moralista, fala a linguagem do pansexualismo freudiano, pregando a libertação dó indivíduo dos recalques que diz perniciosos à saúde. Finge-se salvador das classes oprimidas nas quais destila o ódio, que nada constrói. Diz-se até defensor da religião, por cuja liberdade afirma bater-se e assim  consegue de muitos perigosa complacência. Anuncia-se o grande libertador: liberta os filhos do respeito aos pais e os pais das obrigações perante os filhos; os cônjuges da fidelidade recíproca e dos laços do matrimônio; os ricos do dever de acudir aos pobres; e todos e cada um do amor do próximo e de Deus. É ele, o eterno rebelado, que entra nas vossas casas, sob a forma dos livros da literatura corrente — a brochura divulgadora da ciência barata, o romance a esvurmar
misérias subjetivas contagiosas, a poesia dissimulando na decomposição expressional um subromantismo corruptor, o ensaio crítico, sociológico ou político, deitando o fumo da confusão, as revistas ilustradas exaltando o nudismo das estrelas de cinema e a exibição da alta sociedade a acender nas cabecinhas oxigenadas ou platinadas uma sede de luxo entontecedora.
É ele quem pontifica nos teatros, utilizando-se da técnica mais eficaz para impressionar o subconsciente com a sugestão de quadros e atitudes deletérios de que se vestem as teses de rótulo meritório; é ele quem prepara certos trechos de filmes cinematográficos de requintado
realismo sincronizado contra o qual os espíritos mais fortes dificilmente conseguem reagir; é ele
quem desenvolve o conceito da moral utilitária, baseada no falso direito da satisfação dos apetites individuais; é ele quem se erige em advogado dos direitos da mulher, pretendendo torná-la competidora ridícula do homem no exercício de atividades inadequadas, inspirando-lhe repúdio à proteção paterna ou conjugai, a fim de colocá-la, pelas condições fisiológicas que estruturam os peculiares instrumentos da sua sensibilidade, numa posição indefesa que a conduz à queda fácil, à degradação do espírito e do corpo e à escravização deprimente cujo epílogo é a disponibilidade compulsória e o desprezo geral quando soar o fim da mocidade
e dos encantos físicos.

Salgado, Plínio. Primeiro Cristo, Editora Voz do Oeste/MEC, São Paulo, 1979.









JULGAMENTO DA HISTÓRIA. O NACIONALISMO!


Um dos grandes erros cometidos rotineiramente por leigos ou até mesmo historiadores é abordar o estudo do passado com o pensamento e seus conhecimentos do presente. Isto é um “pecado histórico”, pois quando olhamos para o passado não podemos julgar os acontecimentos daquele período com as questões morais da atualidade por que aqui neste instante temos um ponto de vista privilegiado. Sabemos como começou, sabemos como desenvolvesse e em alguns casos até como terminou, mas alguns se esquecem de que estão avaliando de um ponto de vista que os envolvidos nos fatos em questão não possuíam.
Quando avaliamos o passado dessa forma estamos agindo como deuses do passado, mas na verdade não somos e em grande parte dos casos possuímos pedaços de um todo e avaliarmos um todo apenas por pequenos pedaços corremos com toda certeza um grande risco de realizar um julgamento histórico sem contexto.
Vamos seguir a linha de pensamento envolvida nos movimentos nacionalistas que se desenvolveram praticamente no mundo inteiro no inicio do século passado. A grande verdade é que 90% das pessoas lembraram e relacionaram qualquer evento nacionalista desse período com o Nacional-socialismo alemão. Um grande erro! Pois cada nação desenvolveu seu espírito nacionalista conforme a opressão que estavam recebendo e criaram dentro do movimento uma espécie de porto seguro para a solução dos problemas de toda a nação. Identificaram inimigos comuns de todo o povo identificou e reuniu as forças do estado em direção de soluções para os problemas nacionais como um todo.  E como não era de se esperar são raríssimos os livros que abordam as soluções trazidas para suas nações pelos movimentos nacionalistas, mas o estranho é que não faltam livros mostrando as soluções trazidas pelo comunismo, mesmo que o dito não se ache “nacionalista”, mas um movimento internacional que objetivava o estabelecimento de um mundo regido pelo comunismo. Vemos que cada nação que adotou ou lhe foi imposta o regime comunista tinha suas particularidades e aparente espírito nacionalista bem desenvolvido (lembre-se dos desfiles militares na ex-URSS e atualmente na China).
Ah, muitos me dirão que os movimentos nacionalistas do inicio do século passado mataram milhões de pessoas e foram os responsáveis pela Segunda Grande Guerra. Não estou defendendo o maldito Nacional-socialismo alemão estou afirmando que estão colocando todos os grupos nacionalista no mesmo movimento sem entenderem que pessoas de mesmo período histórico tendem a agir de forma semelhante, ma não igual (exemplo: EMO é a mesma coisa que DARK?). Voltemos à questão de afirmarem serem os movimentos nacionalistas responsáveis pela morte das 50 milhões de vidas humanas perdidas na Segunda Grande Guerra. O Nazismo e a ganância de um líder mentalmente atormentado pelo poder, que acreditava se capaz de levar seu sistema político ao mundo por meio de conquista militares (isso me lembra o que a URSS fez com o leste europeu) acabou amaldiçoando todo o legado nacionalista pelo mundo por meio daqueles que unanimemente todos os nacionalistas combatiam o comunismo internacional.
E então me vem à questão! Por que ninguém lembrar aos comunistas da atualidade e até aos comunistas camuflados que o comunismo matou 30 milhões de pessoas só na URSS durante os expurgos de Stalin (Sigo a linha de historiadores que acreditam em um número bem superior ao realmente aceito que seria a metade). As atrocidades do comunismo são tantas e iguais as cometidas pelo maldito Nacional-socialismo alemão a diferença é que existem grupos e SOCIEDADES S que possuem muito dinheiro e essas sociedades e grupos sabem se você repetir algo durante anos e anos, imprimirem muitos livros, falarem e gritarem durante anos que um único evento foi responsável por todo o mal do mundo as pessoas iram acreditar.
Se julgarmos o comunismo pelo julgamento da História sem o dinheiro das sociedades e dos seus grandes empreendedores o comunismo estaria colocado lado a lado com o maldito Nacional-socialismo e então todos diriam sem temor MALDITO COMUNISMO ASSASSINO DE MILHÕES!


Liberdade, caminho da escravidão!



Todos os sofrimentos do mundo moderno se originam de um só defeito da grande máquina: a falta de disciplina.
O conceito da liberdade excessiva, o predomínio do individualismo mais desenfreado determinou o desequilíbrio social que perturba o ritmo da vida do nosso século.
Desde a Revolução Francesa, outro não tem sido o grito da humanidade senão aquele que atroou todos os recantos do mundo e do século:
- Liberdade! Liberdade!
E foi a liberdade que espalhou pelas nações as doutrinas mais contraditórias, as afirmativas mais absurdas, os brados mais lancinantes de angústia do pensamento e do coração.

BANQUEIROS ESCRAVIZAM O MUNDO

Liberdade! Clamava o homem e, chamando, tratava de conquistar os meios com que pudesse exercer, com forte base econômica, a faculdade de ser livre.
Foi assim que se formaram os primeiros capitais da avareza.
Liberdade! Clamavam os banqueiros, e foi assim clamando que dominaram as Nações, escravizaram as indústrias e o comércio, humilharam os produtores.
Liberdade! Clamavam os industriais e comerciantes e, entregues às leis da concorrência, livraram-se da disciplina do Estado mas caíram no cativeiro dos agiotas.
Liberdade! Clamavam os patrões e, em nome da liberdade de contrato, passaram a explorar os pobres, e o trabalho humano transformou-se em mercadoria sujeita às leis da oferta e da procura.

BANCO DE HORAS

Liberdade! Clamavam, por sua vez, os proletários, os quais, assistindo ao espetáculo de luxo e paganismo de seus chefes, endureceram o coração e lançaram-se nas tremendas lutas de classe, feitas de ódio e de revolta.
Liberdade! Clamavam os pais, os esposos, os filhos, e ruiu a estrutura dos velhos lares felizes e tranqüilos.

FAMILIA DESTRUIDA

Liberdade! Clamavam a imprensa, e na livre concorrência comercializou-se ao gosto depravado das turbas, que precisou agradar, e dos argentários, aos quais precisou vender-se.
E, em nome da liberdade, o gênero humano caminha para a ruína total, destruindo o ritmo de sua existência com a morte da disciplina.
A indisciplina destrona a modéstia e erige em ídolo a vaidade e o orgulho; transforma o amor em puro instinto sexual; reduz a amizade a uma questão de oportunidade; considera a honra como um ponto de vista; examina os costumes como relatividade de convenientes; semeia o ódio sobre a terra; cria uma civilização de rebelados.

SIMPSONS
Já o homem não sabe defender-se dos vícios. Libertando-se da disciplina do espírito, cai na escravidão dos instintos.
O homem, agora, é livre. Livre de todos os preconceitos. Não tem sentimento nem religioso nem cívico. A Pátria, que é a Pátria, depois que lhe deram a significação meramente política de “vontade geral”? A Pátria é uma convenção.
Assim julga a mentalidade capitalista. Assim também a imagina a classe operária.
É que a Pátria, ela mesma, é uma expressão de disciplina. E  tendo desaparecido a disciplina, desaparece a Pátria.
Dessa forma a humanidade marcha até a Grande Guerra.
Culmina no seu delírio e desce, agora, a encosta dolorosa da desilusão, da tristeza surda, da insatisfação.

DISCIPLINA E DIALOGO

Essa insatisfação não se aplacará em qualquer regime, seja ele qual for.
O próprio comunismo é uma ilusão. Pois, devemos impor uma atroz disciplina, virá contrariar o individualismo, que atualmente busca nele o derivativo máximo.
Liberdade! Liberdade! Nunca o gênero humano foi mais infeliz! Nunca foi tão prisioneiro... Nem mais escravo.
E a liberdade é o supremo dom do Homem. É a dignidade da nossa Espécie. É a alegria dos nossos movimentos. É nossa honra e nossa glória, nossa aspiração superior.
Quem a degradou assim? Quem a tornou uma enfermidade e um opróbio?
O Liberalismo.
Como salvaremos a Liberdade?
Pela disciplina.


DOREA, Augusta Garcia Rocha (Org.). O Pensamento Revolucionário de Plínio Salgado, São Paulo: Ed. Voz do Oeste, 1988.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Revolução Industrial por Francisco Iglésias.


1)Discorra acerca dos elementos apontados por Francisco Iglésias em sua obra “A Revolução Industrial” que explicam o porquê do pioneirismo inglês na Revolução Industrial.
            Muitos fatores contribuíram para o pioneirismo inglês no século XVIII o que outros países só conheceriam no século XIX ou na atualidade. A Inglaterra tinha unidade política que a Europa não atingira, pois foi a primeira a superar em parte o atomismo do regime feudal. Possui uma organização desde o século XIII, quando em 1215 barões e cavaleiros impõem a Magna Carta a João Sem Terra (1167-1216), para coibir abusos e garantia das liberdades públicas. O feudalismo perde poder com advento da Guerra dos Cem Anos, entre a Inglaterra e a França, que se alonga de 1337 a 1453, sobretudo depois da Guerra das Duas Rosas (1455-1485), quando Henrique VI (1457-1509) inaugura a dinastia Tudor, fortalecendo a realeza. Com o rei Ricardo II (1367-1400) que determina o transporte de produtos ingleses somente em navios ingleses, percursora da Lei de Navegação de 1651. Devido as políticas flexíveis de Ricardo II a burguesia vai ganhando força no comércio. As Corporações não tem a mesma presença que nos demais Estados europeus. As grandes mudanças verificadas na Inglaterra desde o século XIII prepararam o terreno para o industrialismo.
2)Elabore um texto acerca das consequências sociais e econômicas da Revolução Industrial. Para tanto, fundamente sua dissertação nos elementos apontados por Francisco Iglésias em sua obra “A Revolução Industrial”.
            Entre os efeitos econômicos, em primeiro lugar o aumento da produção ocorreu devido às melhorias técnicas. Daí verifica-se a extraordinária economia e o aumento na produção. A esses fatores segue-se a baixa nos preços dos produtos, pois os mesmos agora estão presentes em maior número. Os novos transportes facilitam o escoamento da produção.
            Houve revoltas populares em oposição ao industrialismo, isso ocorria porque as pessoas estavam perdendo seus empregos para as máquinas. O movimento Ludita traduz bem essa incompreensão. Mas, a verdade é que segundo o autor era uma visão equivocada, pois as máquinas causavam um aumento na produção, o que diminuía os esforços físicos por parte dos trabalhadores, menos horas de trabalho e menos dias de trabalho na semana. Desse modo os trabalhadores podiam dedicar mais tempo ao descanso ou a melhor formação profissional e humana, tornando a vida mais tolerável e bela. Então diante dos fatos apresentados vemos que o medo da população comum de perderem seus empregos para as máquinas era um fator leigo que não permitia que os mesmos vissem os benefícios das máquinas para a sua sociedade.

24 de maio de 2014


            

O Processo da Independência do Brasil




A Independência do Brasil não resultou de um corte revolucionário com a Metrópole, mas de um longo e cumulativo processo (séc. XVIII - 1831), com algumas mudanças e muitas continuidades com o período colonial.

Marcos Históricos da gradual separação do Brasil de Portugal:

I) A Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil resultou:


-Da ameaça de invasão das tropas napoleônicas a Portugal em represália a não aderência ao Bloqueio Continental.
-Da dependência econômica de Portugal dos Ingleses, (comércio interno dominado por firmas inglesas, ouro brasileiro escoava para os cofres britânicos para reembolsar as importações).
-Da hábil manobra da diplomacia inglesa (Lord Strangford), convencendo o príncipe a transferir-se para o Brasil em troca de vantagens comerciais
-Do projeto português de constituir no Brasil um vasto Império luso-brasileiro, que além de Portugal e o Brasil incluía possessões na África e na Ásia.


A comitiva real contava com mais ou menos 15 mil pessoas, o que acarretou problemas de acomodação relativos à incipiente urbanização. As famosas iniciais, PR, Príncipe Regente fixadas arbitrariamente nas portas das melhores residências para abrigar os recém-chegados, logo foram chamadas de ponha-se na rua ou “Prédio Roubado”. D.João veio com sua esposa Carlota Joaquina, sua mãe Maria (a rainha louca) e seus filhos D. Miguel, D. Pedro e Maria Teresa.


Principais Medidas da Política Interna de D. João VI no Brasil:

1)1808 -  Na Bahia, D.João assina a Abertura dos Portos ao Comércio com as Nações Amigas. Repercussões:

a)Para o Brasil: É o fim do exclusivismo colonial, que caracterizou as relações entre a metrópole e a colônia brasileira durante três séculos. Os navios e mercadorias da América podiam comerciar com qualquer porto estrangeiro, com exceção da França e da Espanha, países com os quais estava em guerra.

b)Para Portugal: Portugal  perde o papel de empório comercial e sofre um duro golpe, já em crise com a ocupação por tropas inglesas, cujos comandantes (Lord Beresford) ditavam ordens ao Conselho da Regência, que assumiu a administração de Portugal após a expulsão dos franceses (1811) teriam agora que enfrentar a competição dos produtos de outros países, particularmente, da Inglaterra.

c)A grande beneficiária foi a Inglaterra, que já tinha incluído nos acordos realizados entre os dois países para a escolta da transmigração da família real, uma cláusula manifestando o desejo de adquirir posição privilegiada no comércio com o Brasil.


2)Também em 1808 é assinado o Alvará que aboliu qualquer proibição sobre atividade industrial na colônia, favorecendo o início de atividades de fabricação de tecidos. Mais um golpe no Sistema Colonial.

           
3)Restruturação do espaço físico no Rio de Janeiro: muliplicaram-se as obras, pavimentação de ruas, novas habitações com dois e até três pavimentos, substituição das rótulas por grades de ferro e vidraças, saneamento dos pântanos e ampliação do fornecimento de água com a construção de novos chafarizes.


4) A assinatura dos Tratados de Aliança e Amizade e Navegação e Comércio entre o Brasil e Inglaterra em 1810, que marcam o início da preeminência inglesa no Brasil – Os Ingleses como novos colonizadores.


O Tratado de Navegação e Comércio (1810) determinava:

Tarifas alfandegárias preferenciais aos Ingleses de 15%, 16% para as portuguesas e 24% para os demais países. Garantia-se aos Ingleses o direito de serem julgados por juízes ingleses em qualquer parte do império, garantia-se a liberdade de religião com culto doméstico.

O Tratado de Aliança e Amizade (1810): O compromisso do Brasil em abolir gradualmente a escravidão e o apoio na recuperação da guerra contra Napoleão.

Resultado da assinatura dos Tratados de 1810:

Avalanche de produtos Ingleses no Brasil.


5)Instalação de uma série de instituições políticas destinadas a administração do Império luso-brasileiro  criando  empregos para a burocracia portuguesa que acompanhou a Corte.

A Intendência Geral da Polícia - com atribuições que iam muito além da segurança pública, também urbanizar e civilizar a cidade e controlar a divulgação das idéias revolucionárias francesas.

Um Conselho Supremo Militar

Um Arquivo Militar para guarda e conservação de todos os mapas e cartas do litoral e do interior.

O Tribunal da Mesa do Desembargo e da Consciência e Ordens - encarregados, respectivamente da justiça e dos assuntos religiosos.

A Escola de Artilharia e fortificações
A Biblioteca Régia
O Jardim Botânico
A Fábrica da Pólvora
O Hospital do Exército
A Biblioteca Régia
Instalação da Imprensa Régia, com a publicação do primeiro jornal em 1808, A Gazeta do Rio de Janeiro.
Criação do Banco do Brasil
Academia Médico-Cirúrgica de Salvador,
Academia Militar e da Marinha no Rio de Janeiro.


6) Verifica-se a chamada Inversão Brasileira - A transferência da Corte Portuguesa para o Rio de janeiro, deslocou o eixo de poder e mudou o status da colônia. O Rio de Janeiro substituiu Lisboa como sede do Império Lusitano com grande autonomia administrativa com relação à metrópole. Lisboa via-se reduzida a uma situação de inferioridade.  


7) Abriu o país aos viajantes europeus - Junto com as mercadorias estrangeiras chegavam também aos portos do Brasil  viajantes europeus. Durante o período colonial o Brasil estivera fechado aos estrangeiros e a vinda da Família Real significou também o fim do isolamento cultural do Brasil.



Entre os viajantes estrangeiros que visitaram o Brasil nessa época destacam-se: comerciantes e representantes de firmas comerciais como John Luccock, que desembarcou no Rio de Janeiro em 1808. O professor de botânica, Saint-Hilaire, que entre 1816 e 1822 percorreu os territórios de várias províncias do Brasil. Também o artista Rugendas, que veio acompanhando a expedição científica de Langsdorf, cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro. Também desenhistas e pintores vieram para o Brasil com A Missão Artística Francesa em 1816 entre eles o francês Jean Baptiste Debret que desenhou e pintou cenas cotidianas do Rio de Janeiro e foi o pintor oficial da Monarquia, responsável por criar as imagens do Império e da Corte. Desses representantes estrangeiros certamente o de maior prestígio foi Lord Strangford, representante inglês que convencera o príncipe-regente D. João a se transferir para o Brasil em 1807, mas não sem antes exigir vantagens econômicas. Com a princesa Leopoldina em 1817, chega a chamada Missão Austríaca, onde participam naturalistas de destaque como von Martius e Spix e músicos como Neukomm, para divulgar as tendências européias.


8) Retribuindo o amparo dado a Corte e aos fugitivos, D. João desenvolveu uma política de enraizamento dos interesses da elite mercantil do centro oeste do país, processo que ficou conhecido como a Interiorização da Metrópole.

-Para os negociantes de grosso trato - os traficantes de escravos, D.João oferecia títulos de nobreza e cargos.

-Para os produtores e comerciantes ligados ao comércio de abastecimento da Corte, ele ofereceu uma política de construção de estradas, doações de sesmarias e crédito bancário. 

A política Joanina propiciava a formação de um poderoso bloco de interesses no Rio de Janeiro, aproximando comerciantes, burocratas e proprietários de terras e escravos. Esse bloco defendia a idéia do estabelecimento de um Império Luso-brasileiro.


            Se as políticas de D. João VI beneficiavam o Centro-Sul da Colônia  pouca mudança traziam para o Nordeste, que permanecia sujeito aos arbítrios políticos e administrativos da Corte. Pesados impostos cobrados do nordeste sustentam o luxo da Corte no Rio de Janeiro e a política expansionista de D. João.



II) 1815 - A Elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves- Assegurou a permanência da Corte no Rio de Janeiro e foi um prenuncio do fim da condição colonial do Brasil.


A aclamação do rei português D. João VI no Rio de Janeiro, em 1818 foi um fato inédito na América que reforçou o peso político do Brasil no interior do Império Português e a ascendência do Rio de Janeiro sobre o resto do país.


            Conflito Interno no Governo de D. João VI:


Revolução Pernambucana de 1817, também chamada Revolução do Padres, dado o grande número de padres que participaram do movimento, entre os quase 250 condenados, 11% eram padres.

Foi um movimento autonomista e republicano, os revoltosos tomam o poder e instituem um governo provisório por dois meses. Pode ser comprendido como resultante de diversos fatores:

1- O imaginário próprio de Pernambuco, marcado pela resistência desde as lutas contra os holandeses no século XVII e consolidado por ocasião da Guerra dos Mascates (1710-11) estimulou um acentuado anti-lusitanismo;

1-    A criação do Seminário de Olinda criado em 1800 que formou toda uma geração de cléricos afinadas com as novas idéias francesas;
2-    O aparecimento da maçonaria, na segunda metade do século XIX;
3-    O modelo federativo emprestado da Independência Americana (1776);
4-    A crescente insatisfação do nordeste com a política de D.João VI no Rio de Janeiro. O estabelecimento da Corte no Rio de Janeiro trouxe um excesso de cobranças que culminaram com os tributos exigidos para o custeio da campanha militar na Cisplatina;
5-    A seca de 1816 agravando os problemas de abastecimento das cidades nordestinas;


Setores sociais envolvidos: Começou como um motim militar e se alastrou para amplos setores sociais, proprietários de terras, comerciantes brasileiros, clérigos, e populares. (inclusive libertos e escravos).
A revolução iniciou no Recife e teve apoio das províncias do Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba com as quais os pernambucanos formaram uma federação.


Os revolucionários instalaram um governo provisório e declararam a suspensão de alguns impostos e o aumento dos soldos dos militares. Foi um movimento essencialmente político e anti-lusitano, que não almejava mudanças na estrutura social e declarava inviolável a propriedade escrava.


O governo Joanino mobilizou recursos e tropas para sufocar o movimento, veio o ataque das forças portuguesas a partir do bloqueio marítimo de Recife e forças enviadas por terra da Bahia. A repressão foi violenta. Muitos líderes receberam a pena de morte. A punição deveria ser exemplar. As tropas portuguesas ocuparam Recife em maio de 1817.


Conflitos Internacionais no Governo Joanino:


1) Invasão da Guiana Francesa – Em represália a invasão de Portugal D. João invade Caiena, capital da Guiana francesa, em 1808, incentivado pela Inglaterra. Caiena é conquistada em 1809.  Em 1814 o Tratado de Paris determina devolvê-la em troca do reconhecimento do rio Oiapoque como fronteira da colônia.


2) Duas intervenções militares e a Anexação da Banda Oriental do Uruguai - A Região do Prata era alvo de cobiça portuguesa e espanhola desde o final do século XVII.  No século XIX, de um lado D.João VI querendo ampliar o império português e de outro lado, as ambições dinásticas de Carlota Joaquina, irmã do monarca da Espanha, Fernando VII, (destronado pela invasão das tropas napoleônicas), pretendia tornar-se senhora de parte dos domínios espanhóis na América. Em 1811, diante da pressão de Buenos Aires para incorporar a Banda Oriental, D. João enviou tropas para sustentar a junta fiel a Cádiz, que foram retiradas após armistício britânico. Em 1816, tropas portuguesas comandadas pelo Gen. Lecor invadem Montevidéu. Em 1821 as tropas do Gen. Lecor derrotam as tropas do Gen. Artigas, conquistam Montevidéu e incorporam a Banda Oriental ao Brasil, com o nome de Província Cisplatina.


III - A Revolução do Porto de 1820:


A independência do Brasil foi precipitada por acontecimentos em Portugal.
A Revolução Liberal do Porto (1820).


Em agosto de 1820,  a tropa da  cidade do Porto revoltou-se por estar com o pagamento atrasado. O movimento do Porto, insuflado pela Revolução Liberal na Espanha que obrigou o rei espanhol a aceitar uma constituição ganhou a adesão das províncias do norte de Portugal  e alcançou Lisboa.


Os revolucionários convocaram as Cortes Gerais exigindo a promulgação de uma Constituição nos moldes da Constiuição espanhola. Reclamava-se a volta de D. João VI a Portugal.

Motivos:

Ao longo da segunda década do século XIX, os portugueses sofriam os efeitos da transferência da sede do império para o Brasil em 1807:
Crise Política: causada pela ausência do rei.
Crise Econômica: devido a perda do monopólio do comércio e aos prejuízos da guerra contra os franceses que se estendeu até 1814.
Crise Militar: resultante da presença das tropas inglesas sob o comando do general inglês Beresford.
A Revolução do Porto tinha aspectos contraditórios:

Uma fase liberal: insurgindo-se contra o absolutismo real, em favor da forma constitucional de governo. Por considerar a Monarquia Absoluta um regime ultrapassado desejavam adotar uma Constituição que limitasse o poder absoluto de D. João VI.

Queremos nosso rei de volta mas, constitucional!

E uma face antiliberal: Porque para restaurar economicamente Portugal,  era preciso destruir as concessões liberais feitas por D. João VI  ao Brasil.
A pressão das tropas portuguesas sediadas no RJ foram decisivas para que D. João VI jurasse as bases da Constituição e anunciasse seu retorno para Portugal.

Em 24 de abril de 1821D. João VI retorna para Portugal depois de 13 anos no Brasil levando consigo todo o dinheiro do Banco do Brasil o que provocou uma crise econômico-financeira.  Deixava como príncipe- regente do Brasil o seu filho e herdeiro.


“Pedro se o Brasil se separa antes que seja por ti que me hás de respeitar do que por algum desses aventureiros.”


IV- A Regência de D.Pedro (1821-1822) e o processo de independência:
Como Reino Unido o Brasil devia fazer-se representar nas Cortes Gerais, reunidas em Lisboa. Portanto, Deu-se início as eleições dos Deputados às Cortes de Lisboa. Foram os Pernambucanos os primeiros a alcançar Lisboa no final de agosto de 1821. No entanto, os deputados do Brasil raramente conseguiram defender uma idéia ou proposta brasileira. Eram até impedidos de falar pelos deputados portugueses.


            - Em termos políticos e financeiros o início da regência de Dom Pedro foi bastante difícil:


            -Os cofres públicos estavam desfalcados;
            -As províncias do norte, como o Pará e a Bahia, manifestavam adesão às Cortes e recusaram subordinção ao Rio de Janeiro
- No RJ, em fevereiro de 1821, as tropas da Divisão Auxiliadora portuguesa exigiram do soberano o juramento imediato das bases da constituição portuguesa. D. Pedro acatou o juramento da Constituição portuguesa em fins de maio.


Ao longo de 1821 às Cortes de Lisboa adotaram medidas em relação ao Brasil que despertaram crescente insatisfação:


-A formação de Juntas Governativas, compostas pelas elites locais, em todas as províncias brasileiras que aderissem às Cortes e não mais obedecessem ao príncipe-regente. (PA,MA,PI, BA).
-Tropas fiéis às Cortes foram enviadas ao Brasil e transferidas para Portugal as que estavam ligadas a D. Pedro.


As províncias que apoiavam o governo do Rio de Janeiro eram apenas São Paulo e Minas Gerais.


            Ao longo do segundo semestre de 1821 acumularam-se as notícias de que as Cortes tendiam cada vez mais a restabelecer a supremacia de Portugal sobre o restante do Império.


Em clima de desconfiança que contrastava com o entusiamo inicial chegaram ao Rio de Janeiro em dezembro de 1821 decretos das Cortes exigindo o regresso do príncipe-regente para Portugal. Criado nas tradições absolutistas e diante da exigência de submeter-se ao Poder Legislativo das Cortes, D. Pedro optou por tentar conservar no Brasil uma monarquia mais próxima de suas convicções.


            O Fico e a formação de um Ministério chefiado por José Bonifácio

            Em 9 de janeiro de 1821 atendendo a um abaixo-assinado de mais de 9 mil assinaturas pedindo a permanência de D. Pedro no Brasil, D. Pedro, em clara desobediência às Cortes,  confirmava sua permanência no Brasil, este ato ficou conhecido como o dia do Fico. O episódio do Fico ilustra a intensa  mobilização popular na independência na cidade do Rio de Janeiro.


Apesar de situado por uma corrente historiográfica como o ponto de partida para a independência do Brasil, o Fico assegurava, com a permanência de D.Pedro, sobretudo, a preservação da concepção de uma Monarquia Dual, com sede simultânea em Portugal e no Brasil visando manter o Brasil como Reino Unido a Portugal respeitada a autonomia adminsitrativa brasileira. Mas para as elites brasileiras, a permanência do  príncipe regente no Brasil representava principalmente a possibilidade de realizar a independência sem alteração da ordem, sem mobilizar a população.  


O Movimento pela Independência:


- Seguiu-se ao Fico, a formação de um novo ministério, dirigido por José Bonifácio de Andrada e Silva. Três grupos políticos disputavam a liderança dos acontecimentos e apesar das divergências uniram-se em torno do príncipe:


Partido Português: Composto na maioria de comerciantes ansiosos por restabelecer antigos privilégios, militares e altos funcionários da Coroa.


Partido Brasileiro: Composto majoritariamente por brasileiros das categorias dominantes, liderados por José Bonifácio.


Partido Republicano:  Composto de elementos ligados as aividades urbanas, de tendência mais democratas, tinham em Joaquim Gonçalves Ledo seu elemento mais representativo.


- Em maio de 1822  D. Pedro determinou a saída do batalhão português do Rio de Janeiro para portugal, e declarou que as ordens chegadas de Lisboa só seriam cumpridas no Brasil se recebessem o seu consentimento.


-Em 3 de junho de 1822 D.Pedro decretou a convocação da Assembléia Constituinte brasileira. A convocação da Constituínte era praticamente uma declaração de independência.


Os Manifestos de Agosto


Em Agosto de 1822 o príncipe dirigia à nação dois manifestos, o primeiro, em 1 de agosto, cuja autoria é atribuída a Gonçalves Ledo e o segundo, em 6 de Agosto, obra de José Bonifácio, ambos valem por manifestos de independência. No entanto ainda preservavam odesejo de salvar a unidade do império Luso-brasileiro.


O Grito do Ipiranga


Os motivos para o rompimento definitivo chegaram ao Rio de Janeiro nos últimos dias de Agosto de 1822 com as últimas decisões das Cortes portuguesas que  reduziam o príncipe a um delegado das Cortes circunscrevendo sua autoridade apenas nas províncias em que ela já a exercia de fato (Rio de Janeiro). 


D.Pedro não estava na Corte, partira para a província de São Paulo, a fim de resolver problemas de disputas políticas contra os Andradas. A princesa D. Leopoldina ficara  como regente e presidia o Conselho de Ministros para despachos oficiais.Reunido o Conselho de Ministros sob a presidência da regente  D. Leopoldina, assentou-se ter chegado a hora do rompimento definitivo com Portugal. Remeteram ao príncipe as ordens chegadas de Lisboa e cartas de José Bonifácio, da princesa Leopoldina e dos ministros, cobrando do príncipe uma atitude com relação a independência.


No dia 7 de setembro as margens do riacho Ipiranga, o príncipe D. Pedro era comunicado pela comitiva que as Cortes queriam “massacrar” o Brasil. Arrancou o tope de fita azul e vermelho que ostentava no chapéu, lançou-o por terra e, desembainhando a espada bradou _ “É tempo, Independência ou Morte! Estamos separados de Portugal”.


            A data do 7 de setembro não se revestiu de imediato do significado especial que lhe foi atribuído. tendo sido inicialmente marcado como data da independência, o dia 12 de outubro, dia do aniversário de D. Pedro e data de sua aclamação como Imperador Constitucional do Brasil em meio a uma grande festa popular com uma multidão concentrada no Campo de Santana e no Largo do Paço.


Em 1/12/1822, com apenas 24 anos, o príncipe-regente era coroado Imperador Aclamado pelo povo e sagrado pelo bispo, D. Pedro tornava-se o primeiro Imperador do Brasil. O Brasil tornava-se independente, com a manutenção da forma monárquica de governo e com um rei português.


O Primeiro Reinado (1822-1831)


A independência do Brasil proclamada (1822) deu-se o início do Primeiro Reinado que duraria até a abdicação de D. Pedro I em 1831.


As Guerras de Independência:


Tais solenidades não implicaram contudo na  adesão imediata e pacífica de todas as províncias. Algumas províncias como Grão-Pará, MA, PI, CE, BA e Cisplatina não se incorporaram de imediato e pacificamente ao Império do Brasil.

 
Nestas regiões, entre 1822 e 1823, foram travadas lutas terrestres e navais. Foi a Guerra de Independência. Havia nestas regiões uma forte presença de tropas e comerciantes portugueses leais às Cortes de Lisboa e a adesão a Independência se deu após intensa e prolongada luta. Como ainda não havia um exército brasileiro foi preciso recorrer a contratação de mercenários  estrangeiros.


A luta teve inicio na BA com o oficial Pierre Labatut contra Madeira de Melo, sendo substituído por Lima e Silva e o almirante Thomas Cochrane ex-oficial da marinha Britânica contratado para bloquear  e atacar Salvador pelo mar.


O CE submeteu-se em seguida, logo depois Cochrane dirigiu-se com sua esquadra ao MA e PI. Por fim foi enviado ao Grão-Pará John Grenfell que empreendeu violenta repressão aos rebeldes. Garantindo-se então a unidade do Império brasileiro. 


Resultado: No final de 1823 as guerras de independência tinham terminado com a vitória do governo brasileiro e garantido a manutenção territorial do império.


O Reconhecimento da Independência não era fácil. Na Europa, a Santa aliança não via com bons olhos a emancipação das colônias Ibéricas.


EUA (1824) O primeiro país a reconhecer a independência do Brasil foi os com base na doutrina Monroe (A América para os americanos visando afastar a ameaça de intervenção da Santa Aliança).


Portugal (1825) Com a intermediação da Inglaterra representada por George Canning, primeiro-ministro do rei Jorge IV, reconeceu a independência do Brasil através do Tratado Luso-brasileiro (1825), mediante o pagamento de dois milhões de libras esterlinas e a concessão do título de “Imperador do Brasil” para D.João VI. 


A Inglaterra (1825) Reconheceu a independência do Brasil depois de Portugal e exigiu a renovação dos tratados de 1810 por mais 15 anos (até 1845) e a promessa da extinção do tráfico de escravos dentro de 3 anos - resultou no Tratado de 1827 e na Lei de 1830 - proibindo o tráfico de escravos para o Brasil (Lei para Inglês ver).



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