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sábado, 13 de fevereiro de 2016

A Formação do Mundo Moderno



O Novíssimo Tempo, Luzes e Revoluções.
 As luzes vencem as sombras: ideias e contextos do Iluminismo.

Iniciada no Renascimento a Época das Luzes, talvez indique de maneira mais concreta o que ocorreu no século XVIII. O Iluminismo nunca foi um movimento homogêneo e sim pluralista. É no século XVIII que a visão do Iluminismo ganha força como opositora às forças reacionárias do Antigo Regime e apresenta uma visão mais racional do mundo e da interação entre os seres humanos. Representa um movimento geral na Europa de crítica ao Antigo Regime, objetivam dar conteúdo as críticas onde a razão e a liberdade estaria do lado do homem.

Criando uma fé na razão, amparada nas pesquisas do século XVII como as de Isaac Newton, que estabeleceu que em tudo estava presente a natureza. Mas o século XVIII apresentou seus revolucionários, desenvolvendo a autonomia das esferas de conhecimento e, em meio a essa tônica é que encontramos homens como Benjamin Franklin, que através de seu estudo dos raios fez a Igreja ver que se tratava de um fenômeno natural. Também procuraram estabelecer melhores condutas sociais e políticas a partir da descoberta das leis sociais e políticas.

Parte dessas experiências já haviam sido testadas sem sucesso no século XVII. O que tornou o século XVIII especial foi a crise geral, decorrente da impossibilidade de deter novas ideias pela Igreja e os Estados Absolutistas, os mesmos viram-se obrigados a envolverem-se com os novos tempos para sobreviver, resultando em uma instabilidade política e religiosa.

Na cidade de Paris, surgiu o clima necessário para as mudanças com a ida da corte para Versalles. Nesse clima os portadores da crítica são os literatos, criando uma literatura de oposição ao Antigo Regime. Esses primeiros literatos da França criaram uma liberdade que não era a dos libertários, mas a dos libertinos, diante desse clima é que se formaram os intelectuais que realizaram as mudanças e que foram a base da produção das ideias iluministas. Eram homens com um profundo conhecimento das questões universais, críticos das instituições políticas e sociais, acreditavam que a única forma de se limitar a intolerância e a criação de um governo esclarecido.

Durante o iluminismo surgem as primeiras Enciclopédias que contém todos os novos valores e conhecimentos apresentados na época, sua introdução era um manifesto do Iluminismo. Propagando as luzes surge  no século XVIII o movimento filosófico denominado Ilustração que afirmava o poder ilimitado da razão para governar o mundo. Isso foi tão destacado que chamam a época da Ilustração simplesmente de “racionalismo”. Visavam também construir uma base moral, para a religião e a ética de acordo com a razão inalterável das pessoas. Não é por coincidência que a pedagogia como ciência tem suas origens na Ilustração.

Os iluministas desejavam converter a religião em algo natural um conceito de cristianismo humanizado. O Iluminismo seguia o objetivo de acabar como medo dos homens e de convertê-los em senhores. Propunham por meio da ciência, a dissolver os mitos e confusões da imaginação. Inaugurando dessa forma o Século das Luzes por meio da visão humana, em que a igualdade foi a nova mestra das trocas e das virtudes humanas e a referência para as críticas ao domínio aristocrático.

A cidade, em oposição ao campo, passou a ser o espaço original das novidades, onde os novos valores se anunciavam e eram divulgados, transformando-se em ideais burgueses. O mercantilismo como um conjunto de práticas e projetos econômicos desenvolvidos nessa Europa moderna  fez com que a terra perdesse valor, era preciso torna-la capaz de gerar mais riqueza e valor sólidos. Novos homens ricos e urbanos dominaram o cenário das cidades, afastando delas os velhos hábitos rurais.

Objetivando aumentar seus lucros os burgueses avançaram para os campos,  tornando a terra consolidadora de seus bens. Os comerciantes foram, sem dúvida, a expressão mais pontual da inexistência de fronteiras entre o campo e a cidade. Seja pela exploração da circulação de matérias-primas, fossem rebanhos de ovelhas ou artesanato. O resultado mais importante foi à descoberta pela burguesia ascendente de que o Estado do Antigo Regime era um freio aos anseios de liberdade de interesses. Passaram então a buscar instrumentos que lhes permitissem manter seus interesses.

As críticas vão se constituir na base ideológica de um novo projeto de sociedade, definido pelo Direito natural e pela liberdade, contrário a quaisquer formas de privilégios que não decorressem da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa visão crítica das Luzes é fortalecida por  incorporar todos os setores que de variadas maneiras sofriam com os procedimentos absolutistas, e anuncia-se como projeto político de oposição.

As revoluções burguesas, resultantes dessa atmosfera crítica, apresentam-se trazendo em si um duplo conteúdo. Organizam, por um lado, os novos ideais de liberdade, igualdade e, posteriormente, fraternidade que modificam as relações sociais, privilegiando os interesses privados e a noção de homem produtor e acumulador, ao mesmo tempo em que constroem um sistema de governo baseado nos interesses públicos da nação, identificada como todos os homens livres que vivem em um território.


Bibliografia:

FALCON, Francisco José C. Iluminismo. São Paulo: Editora Ática, 2002. pp. 200 - 211.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A Formação do Mundo Moderno


O Novíssimo Tempo, Luzes e Revoluções.
 As luzes vencem as sombras: ideias e contextos do Iluminismo.

Iniciada no Renascimento a Época das Luzes, talvez indique de maneira mais concreta o que ocorreu no século XVIII. O Iluminismo nunca foi um movimento homogêneo e sim pluralista. É no século XVIII que a visão do Iluminismo ganha força como opositora às forças reacionárias do Antigo Regime e apresenta uma visão mais racional do mundo e da interação entre os seres humanos. Representa um movimento geral na Europa de crítica ao Antigo Regime, objetivam dar conteúdo as críticas onde a razão e a liberdade estaria do lado do homem.

Criando uma fé na razão, amparada nas pesquisas do século XVII como as de Isaac Newton, que estabeleceu que em tudo estava presente a natureza. Mas o século XVIII apresentou seus revolucionários, desenvolvendo a autonomia das esferas de conhecimento e, em meio a essa tônica é que encontramos homens como Benjamin Franklin, que através de seu estudo dos raios fez a Igreja ver que se tratava de um fenômeno natural. Também procuraram estabelecer melhores condutas sociais e políticas a partir da descoberta das leis sociais e políticas.

Parte dessas experiências já haviam sido testadas sem sucesso no século XVII. O que tornou o século XVIII especial foi a crise geral, decorrente da impossibilidade de deter novas ideias pela Igreja e os Estados Absolutistas, os mesmos viram-se obrigados a envolverem-se com os novos tempos para sobreviver, resultando em uma instabilidade política e religiosa.

Na cidade de Paris, surgiu o clima necessário para as mudanças com a ida da corte para Versalles. Nesse clima os portadores da crítica são os literatos, criando uma literatura de oposição ao Antigo Regime. Esses primeiros literatos da França criaram uma liberdade que não era a dos libertários, mas a dos libertinos, diante desse clima é que se formaram os intelectuais que realizaram as mudanças e que foram a base da produção das ideias iluministas. Eram homens com um profundo conhecimento das questões universais, críticos das instituições políticas e sociais, acreditavam que a única forma de se limitar a intolerância e a criação de um governo esclarecido.

Durante o iluminismo surgem as primeiras Enciclopédias que contém todos os novos valores e conhecimentos apresentados na época, sua introdução era um manifesto do Iluminismo. Propagando as luzes surge  no século XVIII o movimento filosófico denominado Ilustração que afirmava o poder ilimitado da razão para governar o mundo. Isso foi tão destacado que chamam a época da Ilustração simplesmente de “racionalismo”. Visavam também construir uma base moral, para a religião e a ética de acordo com a razão inalterável das pessoas. Não é por coincidência que a pedagogia como ciência tem suas origens na Ilustração.

Os iluministas desejavam converter a religião em algo natural um conceito de cristianismo humanizado. O Iluminismo seguia o objetivo de acabar como medo dos homens e de convertê-los em senhores. Propunham por meio da ciência, a dissolver os mitos e confusões da imaginação. Inaugurando dessa forma o Século das Luzes por meio da visão humana, em que a igualdade foi a nova mestra das trocas e das virtudes humanas e a referência para as críticas ao domínio aristocrático.

A cidade, em oposição ao campo, passou a ser o espaço original das novidades, onde os novos valores se anunciavam e eram divulgados, transformando-se em ideais burgueses. O mercantilismo como um conjunto de práticas e projetos econômicos desenvolvidos nessa Europa moderna  fez com que a terra perdesse valor, era preciso torna-la capaz de gerar mais riqueza e valor sólidos. Novos homens ricos e urbanos dominaram o cenário das cidades, afastando delas os velhos hábitos rurais.

Objetivando aumentar seus lucros os burgueses avançaram para os campos,  tornando a terra consolidadora de seus bens. Os comerciantes foram, sem dúvida, a expressão mais pontual da inexistência de fronteiras entre o campo e a cidade. Seja pela exploração da circulação de matérias-primas, fossem rebanhos de ovelhas ou artesanato. O resultado mais importante foi à descoberta pela burguesia ascendente de que o Estado do Antigo Regime era um freio aos anseios de liberdade de interesses. Passaram então a buscar instrumentos que lhes permitissem manter seus interesses.

As críticas vão se constituir na base ideológica de um novo projeto de sociedade, definido pelo Direito natural e pela liberdade, contrário a quaisquer formas de privilégios que não decorressem da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa visão crítica das Luzes é fortalecida por  incorporar todos os setores que de variadas maneiras sofriam com os procedimentos absolutistas, e anuncia-se como projeto político de oposição.

As revoluções burguesas, resultantes dessa atmosfera crítica, apresentam-se trazendo em si um duplo conteúdo. Organizam, por um lado, os novos ideais de liberdade, igualdade e, posteriormente, fraternidade que modificam as relações sociais, privilegiando os interesses privados e a noção de homem produtor e acumulador, ao mesmo tempo em que constroem um sistema de governo baseado nos interesses públicos da nação, identificada como todos os homens livres que vivem em um território.


Bibliografia:

FALCON, Francisco José C. Iluminismo. São Paulo: Editora Ática, 2002. pp. 200 - 211.



Paralelo entre os autores do texto “A crise do século XVII”.



O presente trabalho visa elaborar um paralelo entre as opiniões dos autores citados no texto “A crise do século XVII” (Eric. J. Hobsbawm, A. D. Lublinskaya, H. R. Trevor-Roper), e por meio deste apresentando suas opiniões convergentes e divergentes. Seguirei iniciando minha linha de análise por texto de cada autor e sua relação com os demais autores.

O texto “A crise geral da economia europeia no século XVII” de Eric J. Hobsbawm tem por base as teorias marxistas e parte do pressuposto de que a crise não foi paralela em toda a Europa, mas distingue-se em algumas regiões houve estagnação e em outras não. Em alguns lugares da Europa houve crescimento e em outros houve crise. Para Eric J. Hobsbawm, a existência ainda de relações feudais impediram o desenvolvimento do capitalismo na Europa, sendo esse um dos principais motivos da Crise do século XVII da qual o mesmo demonstra provas incontestáveis da ocorrência da Crise.

“O raciocínio geral pode ser resumido no seguinte: para que o capitalismo se implante, a estrutura da sociedade feudal ou agrária deve passar por uma revolução.”

Eric J. Hobsbawm

 Já em contrapartida podemos observar no texto “A crise geral do século XVII” de H. R. Trevor-Roper, uma perspectiva antimarxista da visão da Crise do século XVII. Ele nos mostra em seu texto que a crise do século XVII não foi uma crise de produção devido à estagnação como propôs Eric Hobsbawm, porque somente a Inglaterra que possuía as forças capitalistas triunfantes da Europa neste período, pois a antiga estrutura foi destruída e uma nova forma de organização econômica estabelecida. Dentro desta organização segundo H. R. Trevor-Roper, o capitalismo moderno, industrial pode desenvolver-se e desse modo sofrer as consequências plenas da crise que atingia a Europa nesse momento da história.

“Consequentemente, enquanto outros países não fizeram qualquer progresso imediato em direção ao capitalismo moderno, na Inglaterra a antiga estrutura foi destruída e uma nova forma de organização econômica foi estabelecida, Dentro desta organização, o capitalismo moderno, industrial, pode atingir seus resultados surpreendentes: não era amais a empresa capitalista ‘adaptada à estrutura geralmente feudal’; era a empresa capitalista, a  partir de sua base insular recém-conquistada, ‘ transformando o mundo’”.

H. R. Trevor-Roper

Mesmo afirmando ter a Crise do século XVII ter alcançado plenamente somente a Inglaterra devido ao seu desenvolvimento capitalista adiantado em relação às outras nações ele acaba por concordar com Eric J. Hosbawm ao afirmar que de fato, não se conseguiu a transformação em lugar algum sem um pouco de revolução. Apresento agora as opiniões da autora A. D. Lublinskaya em seu texto “A teoria da revolução geral na Europa do século XVII”. Ela critica as teorias de uma generalização da crise entre as nações da Europa e apoia suas teorias em consideração da situação de cada nação em particular.

“Destes três países (Inglaterra, Holanda e França), cuja revolução capitalista se opera no começo do século XVII, a França não somente ocupa um lugar menor, como é o único Estado cujo desenvolvimento capitalista experimenta realmente grandes dificuldades.”

A.   D. Lublinskaya

No aspecto de uma crise do capitalismo em particular, A. D. Lublinskaya discorda com Eric J. Hobsbawm que afirma que a crise ocorreu em cada nação devido ao desequilibrado desenvolvimento do capitalismo, como enquanto a Inglaterra era estagnada pela crise a Suécia, Rússia e outras regiões menores desenvolviam-se.

“As potências ibéricas, a Itália e a Turquia apresentavam um evidente retorocesso. Quanto a Veneza, encontrava-se a ponto de transforma-se num centro turística(...) Mais ao norte, o declínio da Alemanha era evidente, embora de forma alguma irremediável. Na Polônia báltica, a Dinamarca e a Hansa declinavam. (...) Por outro  lado, as potências marítimas e suas dependências – Inglaterra, Províncias Unidas, Suécia – assim como a Rússia e outras regiões menores como a Suiça pareciam se desenvolver a invés de estagnar. Enquanto a Inglaterra, encontrava-se em pleno avanço. A França encontrava-se em uma situação intermediária (...).”

Eric J. Hobsbawm

            A autora Lublinskaya concorda com Hobsbawm que o capitalismo é um dos centros do evento da crise do século XVII, mas que este não é o responsável pela mesma como nos tenta demonstrar Hobsbawm em seu texto. Pois a autora estima que não é uma crise de produção capitalista a que se registra no século XVII, mas uma luta econômica e política – entre os países onde o capitalismo se desenvolve de maneira desigual.

            Em relação ao texto do autor Trevor-Roper, Lublinskaya nos guia em sua crítica de que as teorias da crise geral do século XVII e da crise do capitalismo em particular de onde tirou a maioria de suas conclusões da economia inglesa e holandesa. Ele sublinhou mais o ritmo lento, a seu juízo, deste processo até nos países desenvolvidos.

“De qualquer maneira, as cortes reconheceram-na como a sua crise. Algumas cortes procuraram reformar-se foi então que as velhas cidades-estados, particularmente Veneza, embora agora em decadência, tornaram-se o modelo admirado, primeiro para a Holanda e depois para a Inglaterra.”

H. R. Trevor-Roper


Lublinskaya concorda com Trevor-Roper sobre a importância do envolvimento dos acontecimentos na Holanda, Inglaterra e França para exemplificar os eventos da crise do século XVII, ainda que de formas distintas como vemos a autora citar:

“A evolução capitalista na França durante o período examinado está muito influenciada pelo capitalismo dos países vizinhos, principalmente da Holanda e da Inglaterra. Estes três Estados caminham para a sociedade burguesa (...).”

A.   D. Lublinskaya

No texto que seguiu vemos os pontos em que os autores concordaram e discordaram nos acontecimentos referentes a Crise do século XVII. Mas, mesmo diante de ponto de vistas distintos podemos afirmar com certeza que a crise do século XVII pode ser entendida como o último momento da transição feudalismo/capitalismo. Apesar das divergências existe um certo consenso entre alguns autores de que a depressão do século XVII teve causas econômicas comuns.

Bibliografia:


MARQUES, Adhemar Martins; BERUTTI, Flávio Costa; FARIA, Ricardo de Moura. História Moderna através de textos: Textos e Documentos vol. 3. São Paulo: Editora Contexto. 2000.

Discorra acerca dos elementos apontados por Francisco Iglesias em sua obra “A revolução industrial” que explicam o porquê do pioneirismo inglês na revolução industrial.



A Revolução Industrial na segunda metade do século XVIII na Inglaterra não foi acontecimento casual. Ela se verificou então e aí e só poderia ter lugar aí, pois os outros países não estavam preparados. Há fortes razões para o pioneirismo inglês, vivendo no século XVIII o que outros só conheceriam no século XIX. Muitos fatores contribuíram: a Inglaterra tinha unidade política que a Europa não atingira, pois foi a primeira a superar em parte o atomismo do regime feudal.
As grandes mudanças verificadas preparam o terreno para o industrialismo, impondo-o antes que em qualquer outra parte. São alterações em profundidade em três setores, convencionalmente chamadas revoluções: Comercial, Agrária e Intelectual. Prepara-se a área para o novo, propiciador de outra Revolução,  a industrial.
Em primeiro lugar, caracteriza-se a Revolução Comercial. O comércio, estagnado grande parte da Idade Média, começa a renascer com as Cruzadas. Seu impulso se dá nos séculos XV e XVI, com os descobrimentos, realizados sobretudo por portugueses e espanhóis. Ante o êxito desses povos, outros, como holandeses, franceses, ingleses se empenham na aventura. Com os viajantes novos povos e terras são conhecidos. Produtos até então ignorados são descobertos e integram a pauta de consumo do europeu.  Outros, já vistos e sabidos, tem o uso aumentado. O europeu vai buscar especiarias, sedas, metais e outros artigos ainda não de seu conhecimento, intensificando o comércio. Os europeus exploram os povos obtendo preciosidades em troca de quase nada ou do simples saque. O resultado é o impulso do processo criativo, Os inventos são provocados pela maior procura. Verifica-se a Revolução Comercial, na qual destacam-se Inglaterra e Holanda.
            A Grã-Bretanha obtém maiores êxitos, sobretudo com a política de Cromwell durante a qual é votado o ato de Navegação estabelecendo que cabotagem e pesca só podem ser realizadas por navios britânicos, produtos de outra origem só trazidos por navios das respectivas nacionalidades ou por navios com três quartos da equipagem e comandante britânicos. A Holanda, grande prejudicada protestou, chegando mesmo à guerra. Em 1652-54, na qual é naturalmente derrotada.
Ainda no século XVII verifica-se a revolução de 1688, eminentemente religiosa e política, em defesa do protestantismo e das liberdades parlamentares e públicas em geral, contra o absolutismo e a religião do rei. A revolução gloriosa teve um caráter econômico porque foi fundado o Banco de Inglaterra, a Companhia das Índias, de tanta importância no futuro. Expandem seu comércio para Oriente e trazem o algodão e vários tecidos da Índia. Também trazem o chá e as porcelanas da China e outros artigos.
Esta é uma das formas do Mercantilismo, o Comercialista, em que os ingleses se distinguiram. Num primeiro momento, o desenvolvimento econômico é um processo de expansão do comércio. O agente dinâmico é o comerciante.
Em segundo lugar houve a Revolução Agrária.  O estudo da Revolução Industrial implica em conhecimento da propriedade fundiária e da produção agrícola, não só pela ocupação da terra por atividades industriais como pelo abastecimento das populações urbanas e das fábricas.
A Inglaterra é país de grandes propriedades. Tal característica não é antiga, pois durante séculos foi partilhada por inúmeras porções de terra, que se dividiam entre grande parte da população.
Um dos elementos fundamentais da história inglesa são essas demarcações ou lei das cercas. É um golpe no open Field system ou no sistema de campos abertos. Acontece que com as cercas não se faz uma reforma agrária popular, mas forma-se a grande propriedade.
As pessoas são obrigadas a migrar para as cidades que abrigam populações que não têm onde morar o não têm habilitação para tarefas urbanas. Vão constituir a farta mão-de-obra disponível, que se sujeita a qualquer salário vivendo em condições de miséria, promiscuidade, falta de conforto e higiene, em condições sub-humanas.
Constituem variantes do que Marx chamou “o exército industrial de reserva”. A esses desalojados pelas leis acresce a presença dos imigrantes notadamente irlandeses, como judeus da Europa Central, que deixam suas terras em busca de uma esperança de vida melhor.
A Inglaterra, antes exportadora de cereais, tem de comprar de outros países, se sua produção é insuficiente para atender a população cada vez mais numerosa. Aumentaram a pobreza, a miséria, a má situação das cidades: feias, insalubres, insuficientes para abastecer as populações. O país deixou as plantações pelas pastagens. Pensava-se na indústria, não na agricultura. Na indústria estava o futuro da riqueza.
Em terceiro lugar temos como fator principal a Revolução intelectual. Provoca uma mudança de mentalidade, com o abandono da posição tradicional do pensamento, dominante na Antiguidade e na Idade média, com o desprezo do trabalho manual ou mecânico, da experiência.

Na renascença, com os humanistas, a filosofia torna-se naturalista. Multiplicam-se os nomes de filósofos e cientistas, com o culto da natureza, da experiência, da mecânica. Agora a ciência dá sentido científico ao estudo e as inquietações. A técnica, em suas feições mecânicas passa a ser considerada. Essa mudança de mentalidade representa transformação intelectual e cria o clima de crítica sistemática. Uma das conseqüências da mudança de mentalidade é o interesse pela indústria que contribuiu significativamente para que a Revolução Industrial pudesse se originar na Inglaterra. 

Crise do século XVII e XVIII: um mundo em crise.




            Nesta breve resenha estaremos realizando uma análise do texto de Suzanne Pillorget sobre a crise do século XVII, onde a autora realiza paralelos entre queda e expansão da produção entre os séculos XVI e XVII, respectivamente.   A queda na produção de metais na América é vista pela autora como um dos grandes fatores para a crise do século XVII, mas segundo a autora só a crise de metais não foi suficientemente catastrófica para causar a crise.

            No início do texto a autora explica que as grandes descobertas do século XVI estimularam a atividade comercial e também as atividades econômicas de Europa. A descoberta de jazigos de metais preciosos possibilitara a expansão econômica do século XVI. Porém, o Século XVII começa de uma forma inquietante já que a produção dos metais preciosos começa a declinar. Na realidade não chegou a ser uma queda na produção, mas sim uma demanda maior de metais preciosos por parte dos colonizadores, pois a quantidade extraída ainda aumenta e o stock de metais preciosos em circulação no mundo não se acha diminuído. A autora explica que a dita diminuição da produção de metais preciosos ocorre num momento em que a economia da Europa demandava uma massa monetária maior. Entre 1620 e 1630 a economia europeia entra num período prolongado de recessão que dura mais de cem anos. Essa recessão termina com a chegada de ouro proveniente do Brasil no século XVIII e Moçambique. Como podemos acompanhar a autora não considera a escassez de metais o único fator responsável pela crise do séc. XVII, mas toda uma estrutura ampla de eventos que ocorreram dentro de uma conjuntura no cenário social/econômico mundial. Foi uma situação nascida de um encontro de circunstâncias que foram o ponto de partida para o início da recessão e escassez. No período entre 1620 e 1630, as nações do mundo entram em uma prolongada época de estagnação, entrecortada por breves recrudescimentos e de acidentes difíceis como naufrágios e batalhas navais.

            Podemos observar no texto, Um Mundo em Crise de Suzanne Pillorget, que apesar da aparente ênfase que a autora apresenta na questão da escassez de metais, devido à exigência de um volume superior de numerários, ela não considera que somente o fator demanda em relação à extração de metais preciosos seria suficiente para abarcar todas as consequências causadas pela crise do séc. XVII. Suzanne Pillorget mostra-nos que todo um conjunto de eventos ocorridos nesse período levou a crise, eventos estes que ocorrem em diversos países com consequências de âmbito regional e mundial distintos, mas que juntas abrangem as causas da recessão e retração econômicas mundial. Como nos deixa claro a autora no final do texto onde afirmar a importância dos metais e que sua escassez ainda que moderada possa provocar estagnação econômica, mas não pode, por si só, ter provocado às catástrofes causadas pela crise do séc. XVII.

Bibliografia:

MARQUES, Adhemar Martins; BERUTTI, Flávio Costa; FARIA, Ricardo de Moura. História Moderna Através de Textos: textos e documentos 3. São Paulo: Editora Contexto, 2003, pp. 131-132.


PILLORGET, Suzanne. Apogeu e Declínio das Sociedades de Ordens: 1610-1787. Lisboa: Publicações Dom Quixote,1981, pp. 13-4.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Revolução francesa, questões sociais, as ideias Iluministas, a configuração política após a revolução, e as questões econômicas.


A Revolução Francesa é conhecida por muitos nomes como ‘encruzilhada do mundo moderno’ onde as pessoas podiam mudar tudo inclusive a natureza humana para uma nova direção mais justa e fraterna. A Revolução apoiou a indústria e o capitalismo, mas foi uma nova ordem que custou muito caro a vida milhares de franceses. Robespierre, o incorruptível esteve a frente da revolução e suas palavras eram suas maiores armas, mas a Revolução em certo ponto devoraria seus próprios filhos. No palácio de Versalhes construído por Luís XIV para se afastar do povo ocorreu um dos eventos importantes no cenário da Revolução advinda, o casamento de Luís da família Bourbon da França com Maria Antonieta dos Habsburgo da Áustria. O objetivo desse casamento era acabar com as rivalidades entre os dois impérios e iniciando uma aliança com ambas as nações por via dos herdeiros, mas Luís XVI demorou anos para ter um filho com Maria Antonieta, pois ele sofria de uma doença, após se operado eles tiveram 4 filhos.

O desgoverno monárquico deixou o povo na miséria e faminto, quando Luís XV faleceu seu filho Luís XVI  não sabia governar e ficava vivendo no luxo em Versalhes enquanto o povo morria de fome. Em Paris as ideias iluministas florescem desde a Idade Média a sociedade era dividida em nobreza, clero e camponeses, mas a união de ciência e razão traria uma corrente de novas ideias para Paris, segundo as ideias iluministas a pessoa deve pensar por si só. As ideias do iluminismo permeavam todas as classes e colocava em risco a hierarquia medieval. O apoio francês a guerra da independência dos Estados Unidos marcou a quebra do governo francês. Maria Antonieta gastava dinheiro em futilidades comprando joias e roupas enquanto a França era assolada pela miséria. A visão que o povo tinha da monarquia nesse período era péssima. Um dos exemplos era a farinha que ficava mais cara a cada dia enquanto em Versalhes gastavam muito com festas e comidas refinadas. Robespierre enviava cartas à Versalhes criticando a monarquia, mas Luís XVI as ignorava completamente, pois continuava a aumentar os impostos do povo no pior inverno em anos o de 1788. A farinha para o povo do século XVIII era a essência da vida e  o pão vida. Logo os altos preços tornaram o preço de um pão o soldo de um mês de trabalho. Então o povo se rebelou  em revoltas populares desorganizadas.

O rei reúne os Estados Gerais para realizar eleições que são consideradas injustas, pois cada classe tem direito a um voto, nobreza, clero e camponeses, mas 97% da população são de camponeses. Robespierre inspirado nas ideias iluministas quer que o clero e a nobreza paguem impostos, então nasce a Assembleia Nacional em meio as ideias iluministas de Robespierre e dos Deputados. O povo cria uma Guarda Nacional em Paris para se proteger dos soldados monarquistas. Pegam 28 mil mosquetes, mas faltava pólvora que eles sabiam aonde encontrar, na prisão da Bastilha. Então clamam 'Par‘ a Bastilha’, e no meio do povo tremula a bandeira tricolor vermelho e azul de Paris cortada pelo branco da casa real de Bourbon. Luís XVI foi informado sobre a tomada da Bastilha que desencadeou a Revolução francesa, os franceses, o povo derrubaram-na com suas próprias mãos como um símbolo do fim do antigo regime. É regida a Declaração dos Direitos Humanos e  declarada uma monarquia constitucional. O francês Marat escreve e publica o jornal L’ami du people, que expunha e criticava a  nobreza e o clero e defendia ideias iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade, pois nunca houve liberdade de imprensa na França e os revoltosos a exigiam. Marta odiava os gastos da monarquia enquanto o povo passava fome. Marat incitava o povo a cortar cabeças de nobres.

Diante desses acontecimentos, soldados monarquistas cercam Paris e o povo se arma para a defesa. As mulheres atuam veementemente na Revolução, elas avançam junto a 20 mil pessoas até os portões de Versalhes e o cercam. Exigem a ida do Rei e da Rainha para Paris. A turba invade o palácio de Versalhes atrás dos nobres. O rei e a rainha estavam a mercê do povo que só queria sua atenção para seus problemas. Levaram o rei e a rainha até Paris e carroças cheias de farinha dos estoques reais. Após dois anos que a família real está em Paris. Os jacobinos se reúnem liderados por Robespierre. Em 1791, Luís XVI tenta reassumir o poder com o apoio de outras monarquias europeias como a Áustria, mas Luís XVI fracassa na fuga. Essa tentativa de fuga rompeu os elos entre o povo e seu rei que agora era visto como traidor da revolução. A decapitação era uma pena de morte reservada somente a nobres, mas os revolucionários queriam que todos morressem da mesma forma. Então o médico e inventor José Ignácio Guillotin criou uma máquina de decapitar humanitária. Os revolucionários creem em valores humanitários. Em 1792 Paris declara guerra a Austria contra a vontade de Robespierre. Luís XVI e Maria Antonieta jogavam um jogo duplo, pois fingiam apoiar a revolução, mas enviavam cartas aos austríacos revelando as posições das tropas revolucionárias.

Em 1792 nasce a republica e Luís XVI é tirado do trono, quando os austríacos ameaçaram destruir Paris se algum mal fosse feito a família real. Enquanto isso Danton inflama o povo a defender seu país contra os austríacos e prussianos. Os Sansculottes matam 1600 prisioneiros, pois temiam que eles se voltassem contra eles em caso de invasão externa. A revolução é criticada pelo mundo, Robespierre acredita que alguém deve tomar o controle e de inicio manda decapitar o rei Luís XVI, marcando a vitória da revolução e o nascimento da república. O editor do jornal L’ami du people é assassinado por acharem que ele incitava o povo ao ódio, mas Marat acabou se tornando mártir da república. Maria Antonieta é condenada a morte em 1793. A França se encontra isolada das outras nações europeias.

O reino de Terror de Roberpierre tem inicio e a paranoia tem a revolução e a guilhotina trabalhando incessantemente. Robespierre antigo opositor da pena de morte agora torna-se seu feroz defensor e também trabalha para a descristianização da França. A Igreja passou a ser inimiga dos revolucionários, criaram uma calendário revolucionário para se opor ao cristão. O exército francês liderados pelo general Napoleão começa a conquistar vitórias. Danton antes aliado de Robespierre decide por fim aso massacres da revolução, mas Robespierre entende isso como traição e manda decapitar todos os dantonistas. Em 1794 durante do ‘grande terror’, 800 pessoas eram mortas por mês na guilhotina. Quando Robespierre cria o festival do ‘ser supremo’, os revolucionários acham que Robespierre ficou louco. Os deputados o declaram fora da lei. Robespierre tenta se suicidar, mas não consegue, sendo executado na guilhotina em 1794. O terror morreu com Robespierre, mas não a revolução.

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BENETTI, Viviana; CHAGAS, Wagner dos Santos.  História Contemporânea do Século XIX, 2015.
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A formação das monarquias nacionais na Europa e a visão do outro: europeus e americanos.


As Monarquias Nacionais e o Estado Absolutista: A consolidação das monarquias nacionais assumiu formas diferentes em cada lugar da Europa ocidental. Na França, o poder do rei começou a se fortalecer na Baixa Idade Média (século X–XV), para se tornar absoluto na Idade Moderna (século XV-XVIII). Mas na Inglaterra não foi assim. Fortemente centralizado nos séculos XI e XII, o poder real se enfraqueceu progressivamente no final da Idade Média, transformando-se em uma monarquia com poderes limitados pela Magna Carta. No Sacro Império Romano-Germânico, na península Itálica (Itália) e na península Ibérica (Portugal e Espanha). O exercito perdeu seu caráter feudal por meio de novas leis reais ao qual permitiam ao rei convocar os homens livres (burgueses, artesãos e cavaleiros) para o exército. Por meio do capitalismo comercial, política mercantilista e o sistema colonial o Estado Absolutista, com seu soberano autocrático, não era um simples Estado de transição entre o Estado feudal e o Estado burguês que emergiria da Revolução Francesa em fins do século XVIII. Trata-se de um estado forte, centralizado e duradouro que tomou a forma de monarquia nacional. Com a ascensão das monarquias nacionais e os Estados Absolutistas as nações europeias começaram a organizar-se de forma mais estável. A partir do século XV a economia europeia conheceu um período de grande crescimento. Mas surgiu também um novo obstáculo a essa expansão, configurando uma crise de crescimento.

A expansão comercial e marítima europeia: uma das saídas encontradas para a superação da crise forma as Grandes Navegações. A partir do século XV, os europeus se lançaram à exploração de mares que pouco conheciam. Essa aventura permitiu a abertura de novas rotas para os mercados tradicionais do Oriente, além do encontro de novas fontes de metais preciosos para a cunhagem de moedas. Os pioneiros na expansão marítima foram os portugueses e os espanhóis, seguidos depois por ingleses, franceses e holandeses.

A visão do outro: europeus e americanos: no final do século XV, em 1492, os espanhóis aportaram em terras americanas e, em 1500, foi a vez dos portugueses. A partir daí, começou o processo de conquista e colonização do continente por povos da Europa. Nos anos seguintes, diversos deles, como os franceses, ingleses e holandeses, desembarcaram em terras americanas formando colônias e buscando riquezas. Dessa forma, em vários lugares do continente americano, no decorrer do século XVI, europeus foram se organizando e tomando posse de terras que já eram habitadas por comunidades com raízes culturais e hierárquicas há muito definidas. Esses povos estavam distribuídos em diferentes pontos do continente e organizavam-se em sociedades com características próprias, muitas delas altamente complexas, causando admiração aos recém-chegados. Entretanto, a colonização, para os europeus, sempre esteve relacionada à expansão territorial e comercial, o que, de certa forma, restringiu o conato entre eles e os nativos à obtenção de gêneros cuja extração ou produção gerasse o acúmulo de riquezas nos cofres europeus. Esse fato, somado à grande importância da religião na cultura europeia, contribuiu para que os costumes europeus fossem impostos em detrimento dos costumes nativos. Assim, primeiro, o contato entre europeus e povos nativos alterou os costumes vigentes nas terras encontradas e, apesar do menor impacto, mostrou aos conquistadores realidades e costumes diferentes dos conhecidos na Europa. Além da relação América-Europa, a colonização do novo continente alterou a realidade africana, com a implantação do sistema de trabalho escravista, que realocou milhares de africanos para supri a necessidade de mão de obra na América. As relações que se seguiram à chegada dos europeus com a chamada conquista da América (e também de outros continentes) foram de dominação, trocas culturais, assimilação e destruição de muitas das organizações sociais nativas. Nessa relação, a inexistência da noção de direitos humanos, somada à certeza dos europeus de que seu modo de vida e religião eram os corretos, além da intenção de explorar as novas terras, contribuíram para a desintegração quase completa de diversas culturas nativas. É possível afirmar que a colonização das Américas, assim como a que ocorreu em outros lugares no período, seguindo a lógica das expansões marítimas e comerciais, foi um processo marcado pelo etnocentrismo – europeus priorizavam suas crenças e objetivos comerciais, deixando de lado os costumes preestabelecidos pelos povos nativos.

Etnocentrismo: Quando a visão de mundo de um grupo é privilegiada em detrimento da de outros, temos a manifestação de um fenômeno das relações humanas conhecido como etnocentrismo. A atitude etnocêntrica implica a desvalorização do outro, por ter uma cultura diferente. Estabelece-se, então, uma situação preconceituosa em relação a tudo o que é considerado diferente, porque um grupo considera-se superior aos demais.



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Você quer saber mais? 

MOCELLIN, Renato; CAMARGO, Rosiane de. História em Debate: História Ensino Médio. São Paulo: Editora do Brasil, 2013. pp.41,42.

ARRUDA, José Jobson de; PILETTI, Nelson. Toda a História: História Geral e História do Brasil. São Paulo: Editora Ática, 1999. pp. 137-139, 170, 175.


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